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Corpo permanece na Praça dos Três Poderes após explosões, polícia investiga

Polícia faz varredura na Praça dos Três Poderes para verificar se há mais explosivos — Foto: TV Globo/Reprodução

Polícia faz varredura na Praça dos Três Poderes para verificar se há mais explosivos — Foto: TV Globo/Reprodução

Mais de 12 horas após as explosões que chocaram a Praça dos Três Poderes, em Brasília, o corpo de Francisco Wanderley Luiz ainda permanece no local. Na manhã desta quinta-feira, equipes da polícia seguem realizando varreduras tanto na praça quanto no estacionamento de um anexo da Câmara dos Deputados. O acesso à região está completamente interditado.

Francisco morreu na tarde da última quarta-feira, após detonar artefatos explosivos em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Minutos antes, ele havia acionado outras bombas em seu próprio veículo, estacionado próximo à Câmara dos Deputados. A Polícia Federal (PF) abriu uma investigação para apurar os detalhes do incidente, que foi descrito pela Polícia Militar como um caso de “autoextermínio com explosivo”.

De acordo com o relato de um vigilante do STF, Francisco exibiu um comportamento suspeito antes do ocorrido. Conforme registrado no Boletim de Ocorrência, ele chegou à praça portando uma mochila, que colocou no chão diante da estátua da Justiça. O homem retirou diversos objetos da mochila, incluindo um extintor e uma blusa, que foi lançada contra a escultura. Quando seguranças do STF se aproximaram, Francisco abriu a camisa e advertiu para que ninguém se aproximasse, mostrando o que parecia ser um dispositivo explosivo preso ao corpo.

“O indivíduo deitou-se no chão, acendeu um último artefato explosivo, posicionou-o na cabeça e aguardou a detonação”, descreve o documento policial. As explosões que ocorreram na Câmara e no STF aconteceram em intervalos curtos, causando uma evacuação imediata das áreas circundantes.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foi mobilizado rapidamente para realizar uma varredura completa no entorno do Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava no Palácio da Alvorada, a cerca de quatro quilômetros do incidente, e foi informado do ocorrido. Ainda durante a noite, Lula se reuniu com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para discutir o caso.

Em resposta à situação, o presidente do STF, ministro Luiz Roberto Barroso, entrou em contato com o presidente Lula e com outras autoridades, incluindo a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e o governador Ibaneis Rocha, que se encontra em viagem na Itália. Por questões de segurança, os ministros do STF foram retirados do prédio, e as atividades no Congresso Nacional foram suspensas. O Senado também encerrou suas votações e evacuou o local.

As investigações seguem em andamento, com a polícia buscando esclarecer os motivos que levaram Francisco Wanderley Luiz a cometer o ataque e avaliar se houve envolvimento de outras pessoas no planejamento das ações.

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