26.4 C
Maricá
segunda-feira, março 24, 2025
More
    InícioGazeta BrasilCuidados com a saúde do bebê e da criança com síndrome de...

    Cuidados com a saúde do bebê e da criança com síndrome de Down: atenção especial no primeiro ano de vida

    Data:

    Últimas Notícias

    Em menos de 48 horas, novo sistema de segurança já recupera cinco veículos roubados em Maricá

    ‘190 Integrado’ reforça combate ao crime com tecnologia, monitoramento...

    Maricá têm previsão de tempo estável para este sábado (22/03)

    Município volta a ter chance de chuva com raios,...

    Linha E26 ganha 10 novos horários e reduz intervalo entre ônibus

    A mudança começa na próxima segunda-feira (24/03) e vai...

    Maricá terá centro pioneiro no tratamento do câncer com prótons

    O prefeito Washington Quaquá anunciou que Maricá será sede...

    Quaquá planeja resort com marca de Maricá em Nazaré, referência mundial do surfe

    O prefeito Washington Quaquá anunciou, nesta quarta-feira (19/03), um...
    Por Priscila Correia
    A síndrome de Down, também conhecida como trissomia do cromossomo 21, é uma condição genética que ocorre em aproximadamente 1 a cada 700 nascimentos no Brasil, o que representa cerca de 270 mil pessoas vivendo com a síndrome no país.
    Caracterizada pela presença de um cromossomo extra, a síndrome pode estar associada a condições de saúde específicas, como cardiopatias congênitas, hipotonia muscular (diminuição do tônus muscular), alterações na função da tireóide e maior suscetibilidade a infecções respiratórias, além de impactar o desenvolvimento motor e cognitivo. Por isso, os cuidados de saúde desde o nascimento devem ser planejados com atenção e suporte multidisciplinar, garantindo que o bebê tenha o acompanhamento adequado em cada fase do crescimento.
    O pediatra Claudio Ortega, de Niterói, destaca que o primeiro ano de vida é determinante para garantir a saúde e o desenvolvimento adequado da criança com síndrome de Down. Segundo ele, o acompanhamento precisa ser ainda mais atento, com foco tanto na prevenção quanto na intervenção precoce.

    Atenção redobrada desde os primeiros dias

    De acordo com o Dr. Claudio Ortega, bebês com síndrome de Down apresentam maior risco para algumas condições clínicas que precisam ser monitoradas desde o início da vida. “É fundamental investigar a presença de cardiopatias congênitas, que são comuns em crianças com Down, além de avaliar a função da tireóide, que pode apresentar alterações logo nos primeiros meses”, explica o pediatra.
    Já na maternidade, são indicados exames como ecocardiograma, ultrassonografia abdominal e avaliações oftalmológicas e auditivas. “Esses cuidados iniciais ajudam a identificar possíveis problemas e antecipar os tratamentos necessários, garantindo melhor qualidade de vida”, orienta.

    Vacinação como prioridade

    Outro ponto de atenção destacado pelo pediatra é a imunização. “Crianças com síndrome de Down podem ter uma imunidade um pouco mais baixa e, por isso, precisamos manter o calendário vacinal rigorosamente em dia, com atenção especial para vacinas contra infecções respiratórias, como a gripe e o pneumococo”, afirma Ortega.
    Em algumas situações, também pode ser indicada a aplicação da imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que ajuda a proteger contra quadros graves de bronquiolite, principalmente nos primeiros anos de vida.

    Suporte multidisciplinar para o desenvolvimento

    Além do acompanhamento pediátrico regular, Ortega destaca a importância de envolver outros profissionais de saúde no cuidado diário da criança. “É muito importante que, ainda nos primeiros meses, a família tenha apoio de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos, que vão atuar em questões motoras, respiratórias e alimentares”, orienta.
    Essas intervenções precoces ajudam no fortalecimento muscular, no estímulo aos marcos motores e no avanço da fala e da deglutição. “Os resultados são muito mais expressivos quando começamos cedo, antes mesmo de surgirem dificuldades mais evidentes”, reforça.

    Rastreamento contínuo de saúde

    O Dr. Claudio também chama atenção para a necessidade de um calendário específico de rastreios ao longo da infância. Entre os exames que precisam ser repetidos periodicamente estão:

    Avaliação cardiológica anual

    Exames de função tireoidiana a cada 6 meses até os 3 anos e depois anualmente;
    Acompanhamento oftalmológico e auditivo regular;

    Monitoramento do crescimento e do ganho de peso, com curvas adaptadas para síndrome de Down.

    Saúde emocional e social também importam. Por fim, Ortega lembra que o cuidado com a saúde vai além do físico. “Além da saúde clínica, precisamos cuidar do bem-estar emocional da criança e da família, garantindo espaços de inclusão e convivência social desde cedo”, destaca.
    Com informação, apoio multiprofissional e acompanhamento médico contínuo, bebês e crianças com síndrome de Down podem ter uma infância saudável, ativa e feliz, com todas as oportunidades para alcançar seu potencial máximo.
    spot_imgspot_img
    Paulo Celestino
    Paulo Celestinohttps://gazeta24horasrio.com.br
    Repórter-fotográfico, cinegrafista, jornalista e produtor audiovisual. Quando uma notícia é verdadeira, essa informação é divulgada por diversos meios de comunicação, pois se é de interesse público, é deve da imprensa divulgá-la. [email protected]

    Institucional

    spot_img

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui