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Imagem da notícia Foto: Joyce Oliveira

Curso sobre Lei Maria da Penha aborda gênero e desigualdades em Maricá

Segundo encontro do curso de extensão ocorreu na terça-feira (25/08), na EMAR, com debate sobre interseccionalidade e acesso a direitos.

Atualizado há 1 horas

O segundo encontro do curso de extensão “20 Anos da Lei Maria da Penha: percepções sobre gênero, interseccionalidades e intersetorialidades no município de Maricá” ocorreu na terça-feira (25/08), na Escola Municipal de Governo de Maricá (EMAR), com discussão sobre as relações entre gênero, cor, classe e orientação sexual.

A aula contou com palestras da enfermeira, assistente social e pesquisadora da Fiocruz Tatiane Farias e de Alice Ribeiro, técnica em produção e análise de informações do Instituto Darcy Ribeiro (IDR). As especialistas discutiram como diferentes aspectos sociais e identitários se cruzam na experiência das mulheres e interferem no acesso a direitos e serviços públicos.

Alice apresentou dados de uma pesquisa realizada pelo IDR em 2025, em parceria com a Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, sobre o perfil da mulher maricaense. Segundo ela, informações sobre a realidade local ajudam a orientar políticas públicas com base em evidências.

Tatiane Farias destacou que o enfrentamento à violência precisa considerar as diferentes condições vivenciadas pelas mulheres: “Quando essa mulher é negra, negra e periférica, negra, periférica e trans, ou quando também é uma pessoa com deficiência, as opressões se cruzam de formas variadas”.

Coordenadora do curso, a professora da EMAR Luciana Bittencourt explicou que a formação é voltada principalmente a servidores públicos, mas também envolve sociedade civil, coletivos de mulheres e estudantes: “É necessária a articulação junto à sociedade civil, aos coletivos de mulheres e aos discentes”.

Iniciado em 18 de agosto, o curso segue até setembro. Os próximos encontros tratarão de direitos humanos, mudanças na legislação, combate ao feminicídio, segurança pública, masculinidades, proteção à população LGBTQIAPN+ e redes sociais como canais de denúncia. A coordenação também avalia transformar o conteúdo em um curso a distância (EAD).

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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