Foto: Bernardo Gomes
Maricá cria diretoria voltada a fármacos, fitoterápicos e cannabis
Iniciativa prevê centro de pesquisa no Parque Tecnológico de Maricá.
Atualizado há 1 horas
A Companhia Maricá Alimentos (AMAR) criou a Diretoria de Fármacos, Fitoterápicos, Cosméticos e Cannabis Medicinal nesta quarta-feira (02/09). A nova estrutura será responsável por organizar projetos de pesquisa, desenvolvimento e produção nessas áreas, articulando poder público, universidades, centros de pesquisa e iniciativa privada.
Entre as iniciativas incorporadas à frente está a Farmácia Viva de Maricá, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O projeto reúne pesquisa científica e conhecimentos tradicionais para estudar formulações como xaropes, drogas vegetais, repelentes e cosméticos, além de pesquisas relacionadas à cannabis medicinal.
A proposta também prevê a implantação de um centro de pesquisa e desenvolvimento no Parque Tecnológico de Maricá. O espaço poderá apoiar pesquisas, testes e validação de novos produtos e tecnologias, além de criar oportunidades para pesquisadores, produtores e empreendedores locais.
A iniciativa ocorre em meio ao debate sobre soberania farmacêutica no país. Cerca de 90% dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs) utilizados pela indústria brasileira são importados, cenário que evidencia a dependência externa na produção de medicamentos e insumos estratégicos.
Segundo o presidente da AMAR, Marlos Costa, a diretoria reúne projetos que já estavam em andamento no município e cria uma estrutura para ampliar a pesquisa e o desenvolvimento de produtos em Maricá.
O trabalho também envolve a Secretaria de Saúde e o Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM). Para o secretário de Saúde, Marcelo Velho, a aproximação entre ciência, tecnologia e saúde pública pode contribuir para o desenvolvimento de soluções baseadas em pesquisa e evidências.
Já o presidente do ICTIM, Cláudio Gimenez, destacou a articulação entre universidades, poder público e empresas para transformar pesquisas em tecnologias e produtos. A expectativa é que a nova frente contribua para a criação de cadeias produtivas ligadas à agricultura, aos fitoterápicos, aos cosméticos e aos insumos para a área da saúde.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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