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Imagem da notícia Foto: Reprodução

FIFA suspende cartão vermelho de jogador estadunidense após pressão de Trump e gera crise no futebol

Suspensão do cartão vermelho do atacante dos Estados Unidos desencadeia críticas da UEFA, União Europeia, treinadores e ex-dirigentes da FIFA, que alertam para riscos à autonomia e à credibilidade do esporte.

Atualizado há 1 horas

A decisão da FIFA de suspender o cartão vermelho aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun provocou uma crise política e esportiva após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar publicamente ter pressionado a entidade pela revisão da punição. A medida permitiu que o jogador ficasse à disposição da seleção norte-americana e gerou forte repercussão internacional.

O cartão vermelho foi aplicado por Raphael Claus aos 64 minutos da partida entre Estados Unidos e Bósnia, disputada no dia 01/07. A expulsão foi confirmada pelo árbitro de vídeo (VAR) e posteriormente validada por uma comissão de arbitragem da FIFA. Segundo informações divulgadas, a Casa Branca e aliados de Trump organizaram um dossiê com o objetivo de apontar supostas inconsistências na carreira do árbitro brasileiro e pressionar a entidade a rever a decisão.

Ainda de acordo com os relatos, Trump entrou em contato por telefone com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para discutir as regras sobre a retirada de cartões vermelhos. Paralelamente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou a expulsão como uma "desgraça", indicando o envolvimento do governo norte-americano no caso.

A repercussão levou a UEFA a divulgar uma nota classificando a decisão como "sem precedentes, incompreensível e injustificável". A entidade afirmou que a suspensão automática decorrente de um cartão vermelho é um princípio previsto nos regulamentos e alertou que a flexibilização da regra compromete a integridade da competição e cria um precedente para casos futuros.

As críticas também partiram da União Europeia. O comissário europeu para o Esporte, Glenn Micallef, afirmou que decisões disciplinares devem permanecer sob responsabilidade das entidades esportivas, sem influência política, destacando que intervenções desse tipo ameaçam a autonomia do esporte.

O técnico da seleção inglesa, Thomas Tuchel, questionou os critérios adotados pela FIFA, afirmando haver "total confusão" sobre o processo disciplinar da Copa do Mundo. Já o ex-presidente da entidade, Joseph Blatter, declarou que "cartões vermelhos não são anulados por telefonemas políticos", defendendo que decisões dessa natureza devem seguir regras, evidências e órgãos independentes. Blatter ainda questionou o futuro da governança da FIFA diante do episódio.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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