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Imagem da notícia Tayla Sanchez, hoje com 35 anos, quase morreu aos 25 — Foto: Arquivo Pessoal

Dor tratada como enxaqueca por quase dois anos termina em AVC

Após quase dois anos tratando uma suposta enxaqueca, jovem sofreu um AVC causado por trombose cerebral e precisou reaprender a falar, andar e escrever.

Atualizado há 2 horas

Uma dor de cabeça persistente, tratada durante quase dois anos como enxaqueca, terminou em um grave Acidente Vascular Cerebral (AVC) e mudou completamente a vida da jornalista e escritora Tayla, então com 25 anos. O caso acende um alerta para a importância da investigação de sintomas persistentes e do diagnóstico precoce.

Ao longo de cerca de 18 meses, Tayla procurou atendimento médico diversas vezes por causa de fortes dores de cabeça, mas recebeu sempre o mesmo diagnóstico. O quadro, no entanto, era provocado por uma trombose venosa cerebral, condição que interrompe a circulação sanguínea no cérebro e pode desencadear um AVC.

A situação se agravou rapidamente. A jovem sofreu diversas convulsões, entrou em coma induzido e permaneceu internada em estado grave por quase três semanas. Durante esse período, chegou a ter a atividade neurológica considerada crítica, mas surpreendeu a equipe médica ao despertar dias depois.

Anticoncepcional e predisposição genética

Após a investigação, os médicos identificaram que Tayla possuía uma predisposição genética para trombose, descoberta somente depois do AVC. Ela fazia uso de anticoncepcional hormonal havia cerca de dez anos, fator que pode aumentar o risco de formação de coágulos em pessoas com condições predisponentes.

Especialistas explicam que mulheres com histórico familiar de trombose ou outros fatores de risco devem passar por uma avaliação criteriosa antes da utilização de anticoncepcionais que contenham estrogênio.

Tayla e a prima, após acordar do coma — Foto: Arquivo Pessoal
Tayla e a prima, após acordar do coma — Foto: Arquivo Pessoal

Recuperação exigiu recomeço

Depois de deixar a UTI, Tayla enfrentou um longo processo de reabilitação. Ela perdeu os movimentos do lado direito do corpo e precisou reaprender atividades básicas, como falar, caminhar, escrever e digitar.

Hoje, anos após o episódio, segue em acompanhamento médico e faz exames periódicos para monitorar a coagulação sanguínea. Desde então, não voltou a utilizar anticoncepcionais hormonais.

Especialistas reforçam atenção aos sintomas

Médicos alertam que dores de cabeça intensas, persistentes ou com características diferentes do habitual não devem ser ignoradas. Quando acompanhadas de sintomas como alterações neurológicas, convulsões, perda de força, confusão mental ou problemas na visão, é fundamental procurar atendimento imediato para investigação adequada.

O caso reforça a importância do diagnóstico precoce, que pode ser decisivo para reduzir sequelas e aumentar as chances de recuperação em pacientes com AVC.

Foto do Jornalista

Sara Celestino

Repórter-fotográfica, atuando na produção de conteúdo com objetivo de compartilhar a melhor informação para manter você bem-informado! E-mail. gazetarj@gmail.com

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