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Plano climático prevê metas e ações até 2035 no Brasil

Plano nacional estabelece metas de redução de emissões, amplia ações de prevenção a desastres e aponta queda nas áreas queimadas no país.

Atualizado há 34 dias

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou nesta terça-feira (14/05) que os efeitos das mudanças climáticas já são uma realidade no Brasil e exigem medidas imediatas para preparar a população e os territórios. Segundo ele, o país precisa avançar em ações que reduzam os impactos de eventos extremos, como chuvas intensas e períodos de seca prolongada.

Capobianco destacou que as mudanças no clima vão além do aquecimento global e envolvem desequilíbrios que alteram a frequência e a intensidade dos fenômenos naturais. “Os eventos climáticos convencionais passam a ocorrer em períodos diferentes e com intensidades maiores do que estamos preparados”, afirmou.

Capobianco também é biólogo, fotógrafo e ambientalista/Foto: Divulgação
Capobianco também é biólogo, fotógrafo e ambientalista/Foto: Divulgação

Nesse cenário, o governo federal lançou o Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima), que orienta as estratégias do país até 2035. O documento define diretrizes para cumprir a meta brasileira no Acordo de Paris, que prevê a redução de 59% a 67% das emissões de gases de efeito estufa até 2035, além da neutralidade climática até 2050. O plano também inclui ações para aumentar a resiliência de cidades, populações e setores produtivos.

No combate aos incêndios florestais, o ministro fez um apelo para a participação da sociedade, destacando a importância de evitar práticas como queimadas de lixo e pasto. Ele ressaltou que a prevenção é fundamental, já que o combate ao fogo em andamento é mais complexo.

Dados do governo indicam que, com o avanço da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, houve redução de 39% na área queimada no Brasil em 2025, na comparação com a média entre 2017 e 2024. Entre os biomas, o Pantanal registrou queda de 91%, seguido pela Amazônia (75%), Mata Atlântica (58%) e Pampa (45%).

O ministro também abordou o avanço da desertificação, especialmente na Caatinga, associando o problema ao desmatamento. Como resposta, o governo implementa o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação (PAB-Brasil), que prevê 38 objetivos estratégicos e 175 ações até 2045, com impacto direto em cerca de 39 milhões de pessoas em áreas vulneráveis.

Entre as iniciativas, está o Programa Caatingar, que pretende restaurar 10 milhões de hectares do bioma, aliando recuperação ambiental, segurança alimentar e geração de renda.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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