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Braço de Ferro no Oriente Médio: Irã rejeita "Ultimato" de Trump e impõe suas próprias regras para a Paz
Teerã rebate plano de 15 pontos dos EUA com contraproposta que exige reparações de guerra e soberania total sobre o Estreito de Ormuz; ataques continuam apesar de "janela diplomática"
Atualizado ontem
A tensão entre Estados Unidos e Irã atingiu um novo pico diplomático nesta quarta-feira (25 de março). O governo iraniano rejeitou oficialmente a proposta de 15 pontos apresentada pela administração Trump para encerrar o conflito que já dura três semanas. Em resposta, a TV estatal de Teerã divulgou uma contraproposta robusta, sinalizando que o país não aceitará um papel de "derrotado" na mesa de negociações.
O Embate das Propostas
Enquanto os EUA focam no desarmamento, o Irã foca em soberania e compensações:
O Plano de Trump (EUA):
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Fim do Programa Nuclear: Exigência inegociável de interromper todo enriquecimento de urânio.
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Mísseis Balísticos: Restrição severa ao desenvolvimento de tecnologia de mísseis.
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Corte de Financiamento: Fim do apoio ao "Eixo de Resistência" (Hezbollah, Houthis, etc.).
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Presença Militar: Garantias de segurança para as bases americanas na região.
A Contraproposta de Teerã (Irã):
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Soberania de Ormuz: Reconhecimento internacional do controle total do Irã sobre o Estreito.
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Reparações de Guerra: Pagamento de indenizações pelos danos causados pelos bombardeios americanos e israelenses.
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Fim dos Assassinatos: Garantias formais contra ataques a funcionários e líderes iranianos.
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Cessar-fogo Regional: O fim das hostilidades deve incluir a retirada de Israel do sul do Líbano.
Diplomacia ou "Fake News"?
Há um desencontro de informações gritante entre as potências:
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Trump afirmou na segunda-feira que seus enviados — Jared Kushner e Steve Witkoff — já estão negociando e que os iranianos "ligaram pedindo um acordo" após ele ameaçar explodir usinas de energia de US$ 10 bilhões.
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Teerã classifica as falas de Trump como "Fake News" e manipulação de mercado. O embaixador Reza Amiri Moghadam afirmou que "não houve negociações, diretas ou indiretas" até o momento.

Marcus Pires
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