Foto: Reprodução
Vídeo: câmera corporal flagra ocorrência que terminou em morte de mulher em SP
Gravações do incidente indicam sequência de discussão antes do disparo; caso é investigado pelo DHPP e pelo Ministério Público.
Atualizado há 2 horas
Uma abordagem policial registrada em vídeo terminou com a morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, na madrugada de sexta-feira (03/04), na Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo. As imagens, captadas pela câmera corporal de um dos agentes presentes no local, mostram o momento em que a interação entre policiais e o casal evolui para uma discussão e, em seguida, para o disparo.
De acordo com a gravação, Thawanna e o marido caminhavam pela Rua Edimundo Audran quando o braço dele encostou no retrovisor da viatura. O motorista, o soldado Weden Silva Soares, deu ré e iniciou uma discussão. A policial Yasmin Cursino Ferreira, que estava no banco do passageiro e não utilizava câmera corporal, desceu do veículo e passou a discutir com a vítima. Pouco depois, efetuou o disparo.
Thawanna foi socorrida cerca de 30 minutos após o ocorrido e levada ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos. Outras viaturas chegaram ao local durante a ocorrência, e o atendimento de resgate foi registrado nas imagens.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e também é alvo de procedimento do Ministério Público de São Paulo. Os policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais, e a arma utilizada foi apreendida.
Especialistas em segurança pública avaliam que a situação não seguiu protocolos previstos para abordagens policiais, que exigem fundada suspeita, identificação dos agentes e uso proporcional da força. O uso de arma de fogo, segundo as normas, só é permitido em situações de risco iminente à vida.
Para o tenente-coronel da reserva Adilson Paes de Souza, a ocorrência apresenta indícios de abusos desde o início e deveria ser analisada como possível homicídio qualificado. Já o ex-ouvidor das polícias de São Paulo, Cláudio Aparecido da Silva, classificou o episódio como uma “briga” e apontou falhas no patrulhamento, na condução da abordagem e no uso de equipamentos, como a ausência de câmera corporal com a policial responsável pelo disparo.
A versão da família e de testemunhas aponta que o casal não apresentava risco e que a ação policial teria sido desproporcional. Já os agentes afirmam que houve confronto físico e que a policial reagiu após ser agredida.
As imagens da câmera corporal foram anexadas ao inquérito e integram o conjunto de provas analisadas pelas autoridades.
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Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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