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Choque no Mercado: Petróleo e Dólar disparam após morte de Khamenei e cerco ao Irã

Analistas voltam atenção para situação no Estreito de Ormuz

Atualizado há 24 dias

O primeiro dia útil após a ofensiva militar dos EUA e Israel contra o Irã confirmou os piores temores do mercado financeiro global. Nesta segunda-feira (2 de março), a confirmação da morte do Líder Supremo, Ali Khamenei, e o bloqueio logístico no Estreito de Ormuz provocaram um salto imediato nos preços das commodities e da moeda americana.

 

    O "Gargalo" de Ormuz: Petróleo em Alta

A grande preocupação dos analistas não é a capacidade de produção, mas sim a logística. O Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, tornou-se o epicentro da crise econômica:

  • Preços: O barril do tipo Brent saltou 7,6%, chegando a bater US$ 80 durante a manhã. O WTI subiu 6%, cotado a US$ 71.

  • Logística: Centenas de embarcações estão ancoradas sem conseguir atravessar o estreito. Embora a Opep+ tenha anunciado aumento na produção para suprir a ausência do Irã, o óleo não tem por onde sair.

  • Impacto no Brasil: As ações da Petrobras subiram quase 4% (R$ 44,39) na B3, acompanhando a valorização da commodity, mas o país pode sofrer com o encarecimento de derivados importados.

 

    Dólar e a "Fuga para a Segurança"

A trajetória de queda do dólar, que vinha atingindo mínimas históricas, foi bruscamente interrompida:

  • Cotação: A moeda americana subiu cerca de 1%, operando na faixa de R$ 5,20 a R$ 5,25.

  • Movimento de Risco: Investidores estão retirando dinheiro de países emergentes (como o Brasil) para buscar refúgio em moedas mais estáveis, como o próprio dólar e o iene japonês.

  • Paradigma Trump: Analistas da Austin Rating observam que a gestão de Donald Trump gera incertezas próprias, o que pode evitar uma valorização ainda mais abrupta da moeda americana, mantendo-a em um teto de oscilação.

 

    O Reflexo no seu Bolso: Inflação e Juros

O conflito no Oriente Médio pode mudar os planos do Banco Central do Brasil para 2026:

  1. Repique Inflacionário: Se o petróleo seguir alto, o repasse para os combustíveis será inevitável, pressionando o IPCA nos próximos meses.

  2. Selic: O mercado já projeta que o corte de juros esperado para março seja mais "tímido". Em vez de uma redução de 0,50 p.p., o Copom pode optar por apenas 0,25 p.p. para conter a pressão inflacionária. Atualmente, a taxa está em 15% ao ano.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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