Reino Unido, França e Alemanha autorizaram pousos de aviões americanos em suas bases/Foto: Michael Kappeler
Europa rejeita envio de navios após pressão dos EUA
Após iniciar ofensiva contra o Irã sem consultar aliados, EUA cobram apoio para reabrir rota estratégica de petróleo, mas enfrentam resistência.
Atualizado há 9 dias
Três semanas após o início da guerra contra o Irã, Estados Unidos e Israel enfrentam resistência de aliados ao tentar ampliar a resposta militar no Golfo Pérsico. O presidente americano, Donald Trump, passou a cobrar apoio internacional para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã nos primeiros dias do conflito, mas recebeu negativas de países europeus e asiáticos.
Segundo Trump, ao menos sete governos foram procurados para enviar navios de guerra à região. A proposta é reforçar a segurança em uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. A reação, no entanto, foi majoritariamente contrária.
A Alemanha liderou as críticas. O ministro da Defesa afirmou que não vê papel para a Otan na crise e questionou a capacidade de uma força europeia diante da estrutura militar dos Estados Unidos: “Essa não é a nossa guerra”, declarou. Itália, Espanha e Grécia também recusaram o pedido.
O Reino Unido ainda não tomou decisão definitiva. O primeiro-ministro Keir Starmer indicou que o país não pretende se envolver em uma guerra mais ampla e defendeu uma saída diplomática, embora tenha deixado em aberto o envio de embarcações.
A União Europeia adotou tom cauteloso. A chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, afirmou que manter o Estreito de Ormuz aberto é do interesse comum, mas indicou que medidas ainda estão em discussão.
Fora da Europa, Japão e Austrália descartaram المشاركة militar na região. A China não anunciou medidas, mas pediu a interrupção das ações militares, citando riscos ao comércio global e ao fornecimento de energia.
Do lado iraniano, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que o estreito permanece aberto para embarcações de diferentes países, com exceção de nações consideradas inimigas.
Diante das recusas, Trump expressou frustração e voltou a pressionar aliados. Em entrevista ao jornal Financial Times, afirmou que a falta de cooperação pode afetar o futuro da Otan. Mais tarde, declarou que o “nível de entusiasmo” dos parceiros é relevante, ao criticar a ausência de apoio após anos de colaboração com os Estados Unidos.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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