Conheça a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres
Ministra apresenta o balanço e saldo geral do evento.
Atualizado há 400 dias
A ministra das Mulheres, Márcia Helena Carvalho Lopes, conversou nesta quinta-feira (02) com profissionais de rádios e portais de todo o país para apresentar os resultados da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM), realizada em Brasília após quase dez anos de hiato. O encontro reuniu cerca de 3,5 mil participantes sob o tema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”.
Segundo a ministra, a conferência foi fruto de ampla mobilização, com mais de 1.400 conferências livres em municípios, onde mulheres debateram prioridades e propostas. Entre os temas destacados estiveram o enfrentamento à violência de gênero, a igualdade salarial e o protagonismo feminino em pautas globais.
Durante a entrevista, Márcia Lopes reforçou a necessidade de políticas específicas para combater o feminicídio. “É uma prioridade do Governo do Brasil dialogar e descobrir mais formas de combater violências contra a mulher, seja com penas mais pesadas, campanhas de conscientização ou inclusão de conteúdos nas escolas”, afirmou.
A ministra também destacou a preparação do Brasil para a COP30, em Belém, quando será apresentada uma proposta inédita: um Protocolo Internacional de Atendimento às Mulheres em Emergências e Desastres Climáticos, colocando os direitos das mulheres no centro da governança climática.
Outro ponto abordado foi o Relatório de Transparência Salarial, que obriga mais de 54 mil empresas a publicar dados sobre remuneração, com prazo até 30 de setembro. O objetivo é avançar na redução da desigualdade salarial entre homens e mulheres.
No campo da proteção, Márcia Lopes ressaltou a importância do Ligue 180, que já registrou mais de 70 mil denúncias neste ano, e das Casas da Mulher Brasileira, atualmente com 11 unidades em funcionamento e outras 31 em fase de implementação. Esses espaços oferecem atendimento integrado com Defensoria, Ministério Público, delegacias especializadas e equipes de apoio.
“A única possibilidade é a gente superar e erradicar a violência contra as mulheres nesse país”, concluiu a ministra.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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