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Imagem da notícia Foto: Divulgação

Trump comunica formalmente a retomada das hostilidades contra o Irã

Documento enviado ao Legislativo reacende debate sobre os limites dos poderes presidenciais, enquanto Washington endurece ações no Oriente Médio e Teerã ameaça retaliar.

Atualizado há 1 horas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou oficialmente ao Congresso norte-americano que as hostilidades contra o Irã foram retomadas em 07/07, abrindo, segundo o governo, um novo prazo de 60 dias para a condução de operações militares sem autorização prévia do Legislativo. A notificação, revelada pela agência Reuters e datada de 10 de julho, reacende o debate sobre os limites dos poderes presidenciais em tempos de guerra.

Na carta, Trump afirmou que determinou a retomada das ações militares para proteger a segurança nacional e os interesses estratégicos dos Estados Unidos. O documento também relembra o cessar-fogo decretado anteriormente, os esforços diplomáticos da Casa Branca e o memorando de entendimento firmado com o Irã em 17/06.

Segundo o presidente, o governo iraniano descumpriu o acordo ao atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, fato que motivou a retomada dos bombardeios. Paralelamente, Washington anunciou o restabelecimento do bloqueio naval à navegação iraniana no Golfo Pérsico e informou que passará a cobrar uma taxa de 20% sobre as cargas dos navios que cruzarem o estreito para garantir a segurança da rota marítima.

A decisão ocorre apesar da pressão do Congresso. Em junho, Câmara e Senado aprovaram resoluções limitando a possibilidade de novos ataques ao Irã sem autorização legislativa e defenderam a retirada das forças norte-americanas do conflito. Embora as medidas tenham ampliado a pressão política sobre Trump, elas não foram sancionadas pelo presidente.

Pela Lei dos Poderes de Guerra dos Estados Unidos, o presidente deve comunicar o Congresso em até 48 horas após o início das hostilidades, e operações sem autorização legislativa precisam ser encerradas em até 60 dias. Trump sustenta que o cessar-fogo anterior interrompeu a contagem desse prazo, interpretação contestada por parlamentares de ambos os partidos.

Enquanto isso, a tensão entre Washington e Teerã continua aumentando. Trump afirmou que a Montanha Pickaxe, estrutura subterrânea próxima ao complexo nuclear de Natanz, "está na lista" de possíveis alvos militares. Em resposta, uma fonte de segurança iraniana declarou que qualquer ataque provocará uma "resposta devastadora" contra forças norte-americanas e seus aliados na região.

Especialistas apontam que a Montanha Pickaxe abriga túneis altamente protegidos e possivelmente ligados ao programa nuclear iraniano. Imagens de satélite analisadas por institutos internacionais indicam reforços recentes nas entradas do complexo, embora o Pentágono tenha evitado comentar as informações e o governo iraniano não tenha se pronunciado oficialmente sobre as novas evidências.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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