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Caminhoneiros iniciam paralisação nacional por votação da MP do Frete

Movimento começou à meia-noite desta segunda-feira (13), reúne motoristas autônomos em diversas regiões do país e pode afetar a distribuição de mercadorias.

Atualizado há 1 horas

Uma paralisação nacional de caminhoneiros começou à 0h desta segunda-feira (13/07), mobilizando motoristas autônomos de diversas regiões do país em protesto contra a falta de votação da Medida Provisória (MP) 1.343, conhecida como MP do Frete. O movimento foi convocado por sindicatos e associações da categoria após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Republicanos-AP), não pautar a proposta, que perde a validade na próxima quinta-feira (16/07).

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, a paralisação foi decidida pelos próprios caminhoneiros após semanas de tentativas para que a matéria fosse apreciada pelo Senado. A categoria cobra que o texto seja colocado em votação nesta terça-feira (14).

A MP trata de temas como o piso mínimo do frete, a fiscalização pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a anistia de multas aplicadas em 2022, o fim das multas por entre-eixos e a criação de um salário-base de R$ 5 mil para motoristas contratados pelo regime da CLT, entre outras medidas.

A mobilização já atinge importantes portos do país, incluindo o Porto de Santos, considerado um dos principais centros logísticos nacionais. Lideranças alertam que a paralisação pode provocar impactos rápidos no abastecimento e na distribuição de produtos.

De acordo com o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti Dahmer, o movimento não se restringe aos transportadores que atuam nos portos. A orientação é manter a paralisação em todo o país até que a MP seja colocada em votação.

Apesar da mobilização, representantes da categoria afirmam ter recebido sinalizações de que o presidente do Senado pode rever sua posição e incluir a proposta na pauta dos próximos dias. Os caminhoneiros aguardam uma definição antes do prazo final de validade da medida provisória.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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