Preta Gil morre aos 50 anos e deixa legado de coragem, autenticidade e música
A cantora foi diagnosticada com câncer de intestino em janeiro de 2023, passou por cirurgias complexas e tratamentos intensivos
Atualizado há 474 dias

A cantora e empresária Preta Gil faleceu neste domingo (20), aos 50 anos, nos Estados Unidos, onde realizava um tratamento experimental contra o câncer colorretal. Filha de Gilberto Gil e afilhada de Gal Costa, Preta construiu uma carreira marcada por irreverência, ativismo e representatividade.
Carreira artística
Preta Gil lançou seu primeiro álbum aos 29 anos, o provocativo Prêt-à-Porter, com o sucesso “Sinais de Fogo”. Ao longo da trajetória, lançou outros seis álbuns, participou de novelas e criou o icônico Bloco da Preta, que virou tradição no carnaval carioca.
Além da música, Preta foi pioneira no universo dos influenciadores digitais ao fundar a agência Mynd, e tornou-se uma voz importante contra o preconceito — lutando contra racismo, gordofobia e em defesa da comunidade LGBTQIA+.
A batalha contra o câncer
Diagnosticada em 2023 com câncer de intestino, enfrentou cirurgias e tratamentos intensivos. Em 2024, a doença voltou de forma agressiva, e ela passou a buscar alternativas nos Estados Unidos. Mesmo diante do agravamento de seu quadro, manteve a presença ativa nas redes e a leveza que a acompanhou por toda a vida.
Despedidas e homenagens
Sua última aparição pública foi em abril, em um show emocionante com seu pai Gilberto Gil, onde cantaram juntos a canção “Drão”. Amigos e artistas como Angélica, Duda Beat e Daniela Mercury prestaram homenagens nas redes sociais. Gilberto Gil compartilhou uma lembrança tocante: “Preta se tornou nome próprio.”

Paulo Celestino
Paulo Celestino, jornalista e produtor audiovisual com um longo histórico de contribuições para a mídia e cultura. Jornal Gazeta do Leste Fluminense, fundador de rádios locais. Idealizador dos sites gazeta24horasrio.com.br e sicomfilmes.com.br
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