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Banco do Brasil lucra R$ 20,6 bilhões em 2025 com queda de 45%
Inadimplência no agro e novas regras contábeis impactaram o resultado anual da instituição
Atualizado há 43 dias
O Banco do Brasil (BB) apresentou, na noite desta quarta-feira (11), seu balanço consolidado de 2025, registrando um lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões. O valor representa uma retração de 45,4% em comparação ao ano anterior, reflexo direto de um cenário de maior inadimplência e de mudanças profundas nas normas de contabilidade bancária.
Apesar da queda anual, o banco demonstrou sinais de recuperação no último trimestre, com um salto de 51,7% no lucro em relação ao terceiro trimestre de 2025.
Os Vilões do Resultado: Contabilidade e Calotes
Dois fatores principais pressionaram os números do BB no último ano:
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Novas Regras do CMN: A entrada em vigor de resoluções que alteraram o modelo de provisões para "perda esperada" interferiu na forma como o banco reconhece receitas. Só nessa mudança, o BB deixou de contabilizar cerca de R$ 1 bilhão.
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Alta da Inadimplência: O índice de atrasos superiores a 90 dias subiu de 3,16% para 5,17%. O setor mais afetado foi o agronegócio (6,09% de inadimplência), seguido por cartões de crédito e pessoas físicas.
Carteira de Crédito e Sustentabilidade
Mesmo com o cenário desafiador, o BB expandiu seus empréstimos, atingindo uma carteira ampliada de R$ 1,296 trilhão (+2,5% no ano).
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Crédito do Trabalhador: O novo consignado para funcionários do setor privado (CLT) foi um destaque positivo, com R$ 14,3 bilhões desembolsados.
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Agro: Segue como pilar da instituição, com R$ 406 bilhões em carteira.
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Sustentabilidade: A carteira de negócios sustentáveis cresceu 7,3%, somando R$ 415 bilhões e representando quase um terço de todo o crédito do banco.
Projeções para 2026 (Guidance)
A diretoria do banco, liderada por Tarciana Medeiros, projeta um ano de "inflexão" e retomada da rentabilidade:
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Estimativa de Lucro: Entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões;
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Foco: Crescimento focado em pessoas físicas (previsão de alta de 6% a 10%);
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Investimentos: Expansão de despesas em 5% a 9% para reforçar tecnologia e cybersegurança.

Marcus Pires
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