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Imagem da notícia Foto: Valentyn Ogirenko

Rússia realiza bombardeio massivo contra cidades da Ucrânia

Ofensiva com centenas de drones e mísseis atinge diversas regiões, provoca mortes, destruição e interrupções no fornecimento de energia.

Atualizado há 1 horas

A Rússia realizou um dos maiores ataques aéreos do ano contra a Ucrânia nesta quinta-feira (16/04), atingindo áreas civis em diferentes regiões do país com drones e mísseis. A ofensiva, que se estendeu por horas, do dia até a noite, deixou ao menos 18 mortos e mais de 100 feridos, segundo autoridades ucranianas e serviços de emergência.

De acordo com estimativas da Força Aérea da Ucrânia, foram lançados cerca de 700 drones e dezenas de mísseis balísticos e de cruzeiro em ondas sucessivas. As defesas aéreas conseguiram interceptar a maior parte dos projéteis (667 dos 703 detectados), incluindo centenas de drones do tipo Shahed. Ainda assim, ao menos 32 armamentos atingiram 26 locais, causando danos significativos.

Foto: Evgeniy Maloletka
Foto: Evgeniy Maloletka

A capital Kiev foi uma das cidades mais afetadas, com quatro mortes confirmadas, entre elas a de uma criança de 12 anos. Mais de 50 pessoas ficaram feridas. Em Odessa, no sul do país, um ataque a um prédio residencial resultou em múltiplas vítimas, com registros de incêndio e operações de resgate durante a madrugada. Dnipro, na região central, também contabilizou mortos e dezenas de feridos, enquanto Zaporizhzhia registrou ao menos uma vítima fatal.

Além das vítimas, os ataques comprometeram a infraestrutura urbana. As cidades de Kherson e Mykolaiv ficaram sem energia após os bombardeios. Em Kiev, explosões próximas a áreas residenciais e canteiros de obras deixaram trabalhadores feridos, alguns em estado grave.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, classificou a ofensiva como um ataque deliberado contra civis e afirmou que ações desse tipo configuram crimes de guerra. Ele defendeu a responsabilização dos envolvidos e criticou a continuidade das ofensivas em larga escala.

O presidente Volodymyr Zelensky, que está em viagem pela Europa em busca de reforço nos sistemas de defesa aérea, voltou a cobrar apoio internacional. Em declaração nas redes sociais, ele criticou qualquer flexibilização de sanções contra Moscou e afirmou que a Rússia mantém a estratégia de intensificar a guerra.

Do lado russo, o Ministério da Defesa declarou que a operação foi uma resposta a ataques ucranianos contra alvos civis em território russo. Segundo Moscou, os bombardeios tiveram como foco instalações ligadas à produção militar e infraestrutura energética que abasteceria as forças ucranianas.

Foto: Evgeniy Maloletka
Foto: Evgeniy Maloletka

Autoridades russas também relataram um ataque de drones ucranianos ao porto de Tuapse, no Mar Negro, que deixou mortos e feridos e provocou um incêndio de grandes proporções. Além disso, forças ucranianas anunciaram ações contra depósitos de petróleo na Crimeia, região ocupada pela Rússia, e contra estruturas portuárias no sul russo.

O novo episódio amplia a escalada do conflito e ocorre em meio a esforços diplomáticos da Ucrânia para reforçar suas defesas diante da intensificação dos ataques aéreos.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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