Presidente estadunidense durante pronunciamento de novas ameaças ao Irã/Foto: Reprodução
Ultimato dos EUA ao Irã: prazo para reabrir Ormuz termina nesta segunda (6)
Tensão aumenta após ataques e ameaça de novas ações militares americanas.
Atualizado há 2 horas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. No último sábado (04/04), o líder norte-americano deu um prazo de 48 horas para a normalização da passagem de navios e ameaçou intensificar ações militares em caso de descumprimento.
A declaração foi publicada na rede social Truth Social, na qual Trump afirmou que o tempo está se esgotando e indicou a possibilidade de novos ataques. O prazo final se encerra nesta segunda-feira (06/04). Inicialmente, Washington havia estipulado dez dias para que Teerã aceitasse um acordo ou liberasse a via marítima.
A escalada ocorre após o agravamento do confronto entre os dois países. Na madrugada de domingo (05/04), o Irã derrubou duas aeronaves militares dos Estados Unidos. Um caça F-15E foi atingido, e um dos tripulantes chegou a ser resgatado, segundo o próprio Trump. Outro avião, um A-10, também foi alvo, mas o piloto conseguiu se ejetar.
Apesar do episódio, o presidente norte-americano afirmou que as negociações para encerrar o conflito continuam. A guerra, que envolve ainda Israel, entrou na sexta semana no sábado (04/04).
O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis da economia global. A passagem liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Qualquer bloqueio impacta diretamente o abastecimento internacional e pressiona os preços dos combustíveis.
Caso o impasse persista, Trump indicou que pode atingir estruturas estratégicas do Irã, incluindo instalações de energia, usinas de dessalinização e complexos nucleares. Parte dessas áreas já foi afetada por confrontos recentes, elevando o alerta internacional.
Do lado iraniano, a resposta veio em tom de confronto. O comando militar do país classificou o ultimato como uma ameaça sem efeito e afirmou que qualquer ofensiva será respondida. Em comunicado, autoridades disseram que ações dos Estados Unidos podem ampliar ainda mais o conflito na região.
A guerra, iniciada no fim de fevereiro, já deixou milhares de mortos e ampliou a instabilidade no Oriente Médio, com reflexos diretos na segurança internacional e no mercado de energia.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
Veja também
Comentários (0)