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Choque Global: The Economist prevê petróleo a US$ 100 com escalada no Irã

Revista britânica alerta que bloqueio no Estreito de Ormuz pode anular a expectativa de queda nos preços para 2026

Atualizado há 24 dias

A prestigiada revista britânica The Economist publicou uma análise contundente nesta segunda-feira (2 de março), classificando a atual crise entre EUA, Israel e Irã como o potencial maior choque petrolífero em anos. A morte do líder supremo Ali Khamenei e os ataques a infraestruturas estratégicas mudaram o paradigma do mercado: o risco agora não é apenas a produção, mas a sobrevivência física das rotas de escoamento.

 

    O Contraste das Projeções

Antes da ofensiva militar, o cenário para 2026 era de otimismo para o consumidor e pessimismo para os produtores:

  • Expectativa Inicial: Excesso de oferta global, com preços estimados em US$ 55 o barril.

  • Realidade Atual: O Brent fechou hoje a US$ 77,74 (alta de 6%), mas já tocou os US$ 82 durante o pregão — o maior salto em quatro anos.

  • O Pior Cenário: Um bloqueio total do Estreito de Ormuz elevaria o preço para US$ 100 ou mais instantaneamente.

 

    O Estreito de Ormuz: O Gargalo do Mundo

A revista destaca que um terço de todo o petróleo transportado por mar no planeta passa por esse canal. A situação atual é crítica:

  1. Navios Parados: Grandes frotas de petroleiros aguardam dos dois lados da passagem, temendo ataques de drones ou interferências eletrônicas.

  2. Custos de Seguro: O risco de navegação disparou, encarecendo o frete mesmo para quem decide arriscar a travessia.

  3. Rotas Alternativas Ineficientes: Oleodutos na Arábia Saudita e Emirados Árabes não têm capacidade técnica para compensar uma interrupção total no estreito.

 

    Vulnerabilidade da Infraestrutura

Diferente de conflitos passados, a The Economist ressalta que o alcance dos mísseis iranianos coloca em xeque:

  • Refinarias de última geração no Golfo.

  • Instalações de processamento de gás liquefeito.

  • Campos petrolíferos que são o "pulmão" energético do Ocidente.

 

    Impacto Político e Inflacionário

A alta do petróleo é um veneno para a economia interna dos EUA. Estimativas indicam que cada aumento de US$ 10 no barril do Brent reflete quase imediatamente no preço da gasolina nas bombas. Para Donald Trump, isso representa um risco direto à sua popularidade antes das eleições legislativas, já que o custo de vida é a principal preocupação do eleitor americano.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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