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Imagem da notícia Foto/Agência Brasil

Brasil registra melhora nas contas externas em janeiro; IDP cobre déficit com folga

Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 8,16 bilhões

Atualizado há 30 dias

balanço do setor externo brasileiro começou 2026 com sinais de solidez. Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (24 de fevereiro), o déficit em transações correntes (que mede a troca de bens, serviços e rendas do Brasil com o mundo) caiu para US$ 8,36 bilhões em janeiro, uma melhora significativa frente ao rombo de US$ 9,8 bilhões registrado no mesmo mês do ano passado.

O destaque positivo fica para a qualidade do financiamento desse déficit: o Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 8,16 bilhões, mostrando que o capital estrangeiro de longo prazo continua apostando no setor produtivo nacional.


📊 Radiografia das Contas (Janeiro 2026)

Indicador Resultado (Jan/26) Comparação (Jan/25) Status
Déficit em Transações Correntes US$ 8,36 bi US$ 9,81 bi 📈 Melhoria
Superávit Comercial US$ 3,51 bi US$ 1,39 bi 🚀 Alta Forte
IDP (Investimento Direto) US$ 8,16 bi US$ 6,71 bi 💎 Robusto
Reservas Internacionais US$ 364,3 bi - 🛡️ Proteção alta

    Os Pesos na Balança

1. O Superávit Comercial Salva o Mês:

A balança comercial mais que dobrou seu saldo positivo. No entanto, o motivo acende um alerta: as importações caíram 10%, refletindo uma desaceleração no consumo e na atividade econômica interna. Quando o país compra menos máquinas e insumos de fora, o saldo melhora, mas isso pode indicar um ritmo menor de crescimento.

2. Brasileiros Viajando Mais:

A conta de serviços teve um ponto fora da curva: o déficit em viagens internacionais saltou 48,4%. Os brasileiros gastaram US$ 2,18 bilhões no exterior em janeiro, enquanto a receita vinda de turistas estrangeiros no Brasil caiu 9,3%.

3. Renda Primária e Lucros:

O déficit em renda primária subiu para US$ 8,3 bilhões. Isso acontece porque as empresas estrangeiras instaladas aqui lucraram e remeteram mais dividendos para suas matrizes no exterior em comparação ao ano passado.

 

    Solidez e Investimento de Carteira

Apesar do saldo negativo nas transações, o Brasil viu a maior entrada líquida de investimentos em carteira (bolsa e renda fixa) desde julho de 2018, totalizando US$ 8,86 bilhões. Isso mostra que, além do investidor de longo prazo, o investidor financeiro também está atraído pelos juros brasileiros (atualmente em 15%) e pela relativa estabilidade do câmbio.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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