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Inadimplência de aluguel no Rio de Janeiro aumentou em 2025
Índice aponta pressão econômica, juros altos e avanço das apostas como fatores que impactam orçamento das famílias.
Atualizado há 44 dias
A taxa de inadimplência de aluguel no Rio de Janeiro aumentou em 2025, passando de 3,95% em 2024 para 4,20%, uma alta de 0,25 ponto percentual. O índice no estado ficou acima da média nacional, de 3,50%, e também superior à média da região Sudeste, que registrou 3,24%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, divulgado em fevereiro de 2026.
Na comparação regional, o Sudeste teve leve crescimento de 0,12 ponto percentual em relação a 2024, quando marcou 3,12%. Segundo o diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, Manoel Gonçalves, o cenário exige atenção diante das projeções de inflação e juros, que podem pressionar ainda mais o orçamento das famílias ao longo de 2026.
Entre os fatores que podem ter contribuído para o comprometimento da renda está o aumento dos gastos com apostas esportivas. De acordo com dados do Banco Central citados no levantamento, as chamadas “bets” provocaram perdas econômicas de R$ 38,8 bilhões no último ano.
No Sudeste, os imóveis comerciais registraram a maior taxa de inadimplência em 2025, com 4,54%, alta de 0,44 ponto percentual em relação ao ano anterior. Casas aparecem na sequência, com 3,68%, enquanto apartamentos mantiveram estabilidade, com 2,27%.
No cenário nacional, imóveis comerciais também lideraram, com média anual de 4,84%, seguidos por casas (3,79%) e apartamentos (2,36%). Ao longo do ano, as taxas de salas e lojas variaram entre 4,12% e 5,55%, com pico em setembro.
O Nordeste manteve a maior taxa anual do país, com 5,15%, apesar de queda de 0,68 ponto percentual frente a 2024. O Norte fechou o ano com 4,88%, também em recuo. O Centro-Oeste ocupou a terceira posição, com 3,59%, seguido por Sudeste (3,24%) e Sul (2,89%).
No primeiro semestre, Norte e Nordeste alternaram as maiores taxas mensais. Já no segundo semestre, o Nordeste liderou em todos os meses, atingindo pico de 6,84% em outubro.
O levantamento destaca que 2025 foi marcado pela Selic em 15%, maior patamar em quase duas décadas, e pela desaceleração da atividade econômica. A expectativa de crescimento do PIB caiu de 3,4% em 2024 para 2,6% em 2025.
Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas, o índice analisa dados anonimizados de mais de 600 mil clientes em todo o país. São considerados inadimplentes contratos com boletos em atraso superior a 60 dias.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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