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Fim da linha para Adilsinho: Cúpula do Jogo do Bicho e "Rei do Cigarro" é preso em Cabo Frio
Principal foragido da Operação Libertatis II foi capturado em ação conjunta da FICCO, Polícia Civil e Polícia Federal
Atualizado há 28 dias
A manhã desta quinta-feira (26 de fevereiro) marca um duro golpe na estrutura financeira e operacional do crime organizado fluminense. Em uma operação cirúrgica de inteligência, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ) localizou e prendeu o contraventor Adilsinho em uma residência no município de Cabo Frio.
A captura é o desfecho de meses de monitoramento pela Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) e pela Polícia Federal, contando inclusive com o suporte do Serviço Aeropolicial para evitar qualquer tentativa de fuga.
Quem é Adilsinho e por que ele era o alvo nº 1?
Adilsinho não é apenas um nome do "jogo do bicho"; ele é descrito pelas autoridades como um articulador de crimes transnacionais e de extrema violência.
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O "Rei do Cigarro": É apontado como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do Rio de Janeiro. Essa atividade é hoje uma das principais fontes de renda para milícias e facções armadas, servindo para financiar a compra de armamento pesado.
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Homicídios: Ele possui mandados de prisão em aberto tanto na Justiça Federal quanto na Estadual, sendo investigado como mandante de assassinatos ligados à disputa de território e domínio da contravenção.
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Operação Libertatis II: Adilsinho era o principal alvo desta operação, que busca desmantelar a rede de lavagem de dinheiro e imposição de monopólios comerciais por grupos armados.
A Estratégia da "Asfixia Financeira"
Para o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, a prisão em Cabo Frio é estratégica porque atinge o topo da pirâmide. A ideia é que, ao prender os líderes e bloquear os ativos (como as fábricas de cigarros e as bancas de bicho), o poder de fogo das organizações criminosas seja reduzido drasticamente.
“Essa prisão mostra que inteligência e integração dão resultado. A Polícia Civil atua de forma cirúrgica para enfraquecer o poder econômico do crime”, afirmou Curi.
Impacto na Região dos Lagos e Grande Rio
A prisão de um figurão da cúpula do bicho costuma gerar um "efeito dominó":
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Vácuo de Poder: Pode haver instabilidade nas áreas controladas por ele enquanto novos nomes tentam assumir o espólio.
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Segurança em Cabo Frio: A escolha da Região dos Lagos como refúgio mostra como criminosos de alto escalão buscam áreas turísticas para se camuflar.
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Reflexo em Vias Expressas: A operação de hoje se soma à que ocorre na Maré (citada anteriormente), mostrando um cerco total das forças de segurança neste dia 26.

Marcus Pires
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