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Imagem da notícia Foto/Agência Brasil

TSE libera julgamento que pode cassar Cláudio Castro e convocar novas eleições no RJ

Processo sobre 27 mil cargos "fantasmas" na eleição de 2022 está pronto para voltar ao plenário

Atualizado há 35 dias

O cenário político do Rio de Janeiro entrou em estado de alerta nesta quinta-feira (19 de fevereiro). O ministro do TSE, Antonio Carlos Ferreira, liberou para julgamento as duas ações de investigação judicial eleitoral que podem resultar na cassação do governador Cláudio Castro (PL). O processo estava suspenso desde novembro de 2025 e agora aguarda apenas a definição da presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, para retornar à pauta.

Além de Castro, o processo atinge o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e o presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União).

A Acusação: "Folha Secreta" e Cargos Fantasmas

As investigações apontam um esquema de abuso de poder político e econômico que teria sido crucial para a reeleição de Castro em 2022:

  • 27 mil cargos: Suposta criação de postos de trabalho "fantasmas" na Ceperj e na Uerj.

  • Finalidade: Empregar cabos eleitorais em todo o estado para garantir votos.

  • Gravidade: A relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, já votou pela cassação, classificando as irregularidades como "graves" e prejudiciais à lisura do pleito.

 

    O que acontece se Cláudio Castro for cassado?

Caso a maioria do plenário siga o voto da relatora, as consequências seriam imediatas para o Rio de Janeiro:

  1. Perda de Mandato: Cláudio Castro e sua chapa seriam removidos dos cargos.

  2. Inelegibilidade: O governador ficaria proibido de disputar eleições por oito anos (até 2030).

  3. Nova Eleição: Seria convocada uma eleição suplementar para escolher um novo governador para o estado.

Próximos Passos no TSE

Apesar da liberação, o desfecho ainda depende de votos cruciais:

  • Faltam votar: Antonio Carlos Ferreira (que devolveu a vista), Cármen Lúcia, Nunes Marques e demais integrantes.

  • Risco de novo adiamento: Qualquer outro ministro pode solicitar um novo pedido de vista, postergando a decisão final.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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