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Imagem da notícia Ypê e Tixan: Anvisa determinou o recolhimento imediato dos produtos das gôndolas dos supermercados — Foto: Domingos Peixoto /Agência O Globo

Anvisa mantém alerta sobre produtos da Ypê após suspeita de contaminação

Produtos seguem sob atenção após identificação de bactéria em lotes analisados

Atualizado há 1 horas

A recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que consumidores evitem o uso de determinados produtos da Ypê continua gerando dúvidas entre clientes sobre possíveis riscos à saúde e medidas de segurança dentro de casa.

Mesmo após a empresa conseguir suspender temporariamente a proibição de comercialização por meio de recurso administrativo, a Anvisa manteve o alerta para que os itens afetados não sejam utilizados até nova avaliação do caso.

A situação começou após a própria fabricante identificar, em novembro de 2025, a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes de lava-roupas. O microrganismo é comum no ambiente e pode ser encontrado na água, no solo e em superfícies úmidas.

Segundo especialistas, o risco para a maioria das pessoas é considerado baixo, especialmente quando não há feridas, problemas de imunidade ou contato direto com mucosas e olhos.

O infectologista Alberto Chebabo explicou que a possibilidade de infecção tende a aumentar em pessoas com lesões na pele, cicatrizes cirúrgicas ou sistema imunológico comprometido.

Já a médica Thaís Guimarães destacou que o simples contato do produto com a pele íntegra normalmente não causa doença, mas alertou para maior atenção em casos envolvendo olhos, mucosas, queimaduras e dermatites.

Quem deve ter mais cuidado

Entre os grupos considerados mais vulneráveis estão:

  • Pessoas imunossuprimidas;
  • Pacientes em tratamento contra câncer;
  • Transplantados;
  • Pessoas com HIV sem controle adequado;
  • Pacientes em uso de medicamentos imunossupressores;
  • Pessoas com feridas, queimaduras ou dermatites;
  • Bebês e idosos fragilizados.

Especialistas afirmam que, para quem utilizou os produtos e não apresentou sintomas, não há necessidade de procurar atendimento médico preventivamente.

A orientação é interromper o uso e observar possíveis sinais como:

  • Irritação intensa na pele;
  • Vermelhidão persistente;
  • Coceira ou secreções;
  • Irritação nos olhos;
  • Febre ou mal-estar;
  • Sinais de infecção em pessoas vulneráveis.

Em situações de contato com olhos, boca ou feridas, a recomendação é lavar imediatamente a área com água abundante e monitorar os sintomas.

Atenção com roupas e utensílios

Especialistas também orientam atenção maior a roupas íntimas, toalhas, peças de bebê e itens utilizados por pessoas com baixa imunidade. Em caso de dúvida, a recomendação é lavar novamente as peças com outro produto.

Outra orientação é substituir esponjas de pia que tiveram contato com detergentes dos lotes afetados, já que a bactéria pode permanecer no material úmido.

O que diz a Ypê

A empresa informou que recorreu da decisão da Anvisa e classificou a medida como desproporcional. Segundo a fabricante, a apresentação do recurso suspendeu automaticamente os efeitos da proibição de fabricação e venda dos produtos citados até nova decisão da agência reguladora.

A Ypê afirmou ainda que a segurança dos consumidores segue como prioridade e destacou que não há registros, na literatura médica, de infecções relacionadas ao uso de roupas lavadas com detergentes domésticos contaminados.

O recurso apresentado pela empresa ainda será analisado pela diretoria colegiada da Anvisa.

Foto do Jornalista

Sara Celestino

Repórter-fotográfica, atuando na produção de conteúdo com objetivo de compartilhar a melhor informação para manter você bem-informado! E-mail. gazetarj@gmail.com

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