Foto: Rafaela Paixão
Biofábrica de Maricá recebe alunos em imersão sobre sustentabilidade
Visita integrou atividades do projeto “Cientista do Futuro”, que une educação ambiental, ciência e sustentabilidade nas escolas.
Atualizado há 1 horas
A Biofábrica Municipal de Maricá recebeu alunos da Escola Municipal Wilson Sardinha para uma atividade de imersão voltada à educação ambiental e à divulgação científica. Durante a visita, os estudantes conheceram como são produzidos os bioinsumos utilizados na recuperação das lagoas do município.
A ação faz parte do Projeto Lagoa Viva, desenvolvido pela Prefeitura de Maricá, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). A iniciativa utiliza biotecnologia para revitalizar o ecossistema lagunar por meio da multiplicação, em laboratório, de microrganismos já presentes na água, que depois são reinseridos no ambiente.
Segundo os responsáveis pelo projeto, o processo contribui para a melhoria da qualidade da água, o aumento da biodiversidade e a redução da mortalidade de peixes.
Com o objetivo de ampliar o alcance das ações, foi criado o projeto “Cientista do Futuro”, que leva estudantes de escolas públicas e privadas para conhecer a biofábrica e desenvolver atividades práticas nas unidades de ensino.
“O Cientista do Futuro é um projeto que une ciência, educação ambiental e economia familiar. A ideia é que os alunos conheçam a biofábrica e, depois, levem para a escola e para casa práticas de compostagem, reciclagem e sustentabilidade. Assim, transformamos conhecimento em atitude dentro da família”, explicou Vanessa Rodrigues.
Durante a programação, os alunos acompanharam etapas do processo, desde a coleta de amostras nas lagoas até as análises laboratoriais. Técnicos também apresentaram, de forma prática e acessível, como os microrganismos ajudam no equilíbrio ambiental.
A visita incluiu oficinas de pintura, plantio de sementes e ações ligadas à compostagem e reciclagem. A proposta prevê ainda a implementação de hortas escolares para estimular práticas sustentáveis dentro e fora das salas de aula.
“Nada melhor do que poder explicar isso para uma nova geração. Ver o interesse das crianças e as perguntas delas me faz acreditar que estamos no caminho certo e fortalece a esperança de recuperar tudo o que estamos perdendo”, afirmou Wescley Santiago, técnico de produção e aplicação de bioinsumos.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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