Foto/Agência Brasil
Pix por aproximação faz 1 ano: Tecnologia é rápida, mas adesão ainda é de apenas 0,01%
Pix por aproximação completa 1 ano e se torna uma eficaz forma de pagamento
Atualizado há 26 dias
Neste sábado (28 de fevereiro), o Pix por aproximação completa seu primeiro ano de vida enfrentando um paradoxo: embora os valores movimentados estejam crescendo de forma exponencial, a modalidade ainda é um "peixe fora d'água" no oceano de transações do Banco Central (BC).
Em janeiro, a categoria respondeu por apenas 0,01% do total de transferências, revelando que o brasileiro ainda prefere o tradicional "copia e cola" ou a leitura do QR Code.
O Pix por Aproximação em Números (Janeiro/2026)
| Indicador | Total Pix (Geral) | Pix por Aproximação | Participação |
| Volume de Transações | 6,33 bilhões | 1,05 milhão | 0,01% |
| Valor Movimentado | R$ 2,69 trilhões | R$ 568,73 milhões | 0,02% |
Apesar da fatia pequena, a evolução é nítida: em julho de 2025, eram apenas 35 mil transações. O salto para mais de 1 milhão em janeiro mostra que a modalidade está ganhando tração, especialmente no ambiente corporativo e em pontos de venda com grandes filas.
Segurança e Limites: O "Freio" na Expansão
Para evitar fraudes e o uso indevido de maquininhas por criminosos, o Banco Central e as carteiras digitais impuseram travas:
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Limite Padrão: No Google Pay (usado em 80% dos celulares no Brasil), o limite é de R$ 500 por transação.
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Customização: Dentro dos apps dos bancos, o usuário pode reduzir esse teto ou criar um limite diário para sua segurança.
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Tecnologia NFC: É obrigatório que o smartphone tenha a função Near Field Communication ativa.
Atenção aos Juros: O "Pix no Crédito"
Muitas instituições estão integrando o Pix por aproximação ao cartão de crédito. O BC alerta:
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Custo Extra: Diferente do Pix comum, que é gratuito, o Pix no crédito (ou parcelado) envolve cobrança de juros e IOF.
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Transparência: O consumidor deve checar no visor da maquininha ou no app se a fonte do recurso é o saldo em conta (débito) ou o limite do cartão.
Por que usar?
O grande trunfo é a velocidade. Ele elimina a necessidade de abrir o app do banco, ler o QR Code e digitar a senha para valores baixos. A experiência é idêntica à de um cartão de crédito contactless, o que reduz drasticamente o tempo de espera em caixas de supermercados e farmácias.

Marcus Pires
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