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Mulher é condenada a 66 anos de prisão por envenenar ovo de Páscoa que matou duas crianças
Júri reconheceu duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio; crime foi motivado por ciúmes e vingança, segundo o Ministério Público.
Atualizado há 1 horas
A Justiça condenou Jordélia Pereira Barbosa (35 anos) a 66 anos de prisão em regime fechado pelo envenenamento de um ovo de Páscoa que causou a morte de duas crianças na cidade de Imperatriz, no Maranhão. O veredito foi dado na madrugada desta terça-feira (24/06), referente ao caso que ocorreu em abril de 2025 e teve como vítimas Luiz Fernando Rocha Silva (7 anos) e Evillyn Fernanda Rocha Silva (13 anos).
A mãe das crianças, Mírian Lira Rocha, também consumiu o chocolate contaminado com chumbinho, pesticida utilizado clandestinamente para matar ratos. Ela ficou internada em estado grave, mas sobreviveu após receber atendimento médico.
De acordo com o Ministério Público do Maranhão (MPMA), o crime foi motivado por ciúmes e vingança. Jordélia, ex-namorada do então companheiro de Mírian, teria planejado a ação, viajado da cidade de Santa Inês para a de Imperatriz (ambas no mesmo estado, mas separadas por aproximadamente 386 km de distância), hospedado-se em um hotel utilizando nome falso e contratado um mototaxista para entregar o ovo de Páscoa (acompanhado de um bilhete com mensagem de Feliz Páscoa).
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu o duplo homicídio qualificado das crianças e a tentativa de homicídio qualificado contra Mírian. Entre as qualificadoras consideradas estão motivo torpe, uso de veneno, dissimulação e, no caso das vítimas fatais, o fato de serem menores de 14 anos.
O juiz determinou o cumprimento imediato da pena, manteve a prisão preventiva da ré e negou o direito de recorrer em liberdade. Também foi fixada indenização mínima por danos morais de 100 salários mínimos para Mírian e de 400 salários mínimos para os pais das crianças.
Em depoimento, Jordélia admitiu ter comprado e enviado o ovo de chocolate, mas negou ter colocado veneno no produto, atribuindo a responsabilidade a terceiros. A versão, no entanto, foi rejeitada pela Justiça, que considerou as provas reunidas durante a investigação e concluiu que o crime foi premeditado.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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