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Imagem da notícia Foto/Agência Brasil

Pesquisa Nexus: 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1, mas sem corte salarial

Desejo por duas folgas semanais atinge 84% da população, mas viabilidade econômica divide opiniões

Atualizado há 42 dias

Uma nova pesquisa da Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados, divulgada nesta quinta-feira (12), revela que o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (escala 6x1) conta com o apoio massivo da população. Segundo o levantamento, 73% dos brasileiros são favoráveis à mudança, sob a condição inegociável de que não haja redução nos salários.

O estudo, realizado entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro com mais de 2 mil pessoas, joga luz sobre o dilema que o Congresso Nacional enfrentará ao votar a PEC 148/2015.

O Fator Salário é o Divisor de Águas

A pesquisa evidencia que o apoio ao fim da escala 6x1 é extremamente sensível à remuneração:

  • Cenário Sem Redução: 73% de apoio total (somando os favoráveis convictos e os que mudariam de opinião caso o salário fosse mantido).

  • Cenário Com Redução: O apoio despenca para apenas 28%. Como o Brasil é um país de renda média baixa, a maioria dos trabalhadores não aceita trocar um dia de trabalho por uma folga se isso significar menos dinheiro para pagar as contas.

Perfil dos Entrevistados e Conhecimento da PEC

Embora o tema esteja em alta, a profundidade do conhecimento sobre a proposta ainda é baixa:

  • Conhecimento: Apenas 12% afirmam conhecer bem a proposta; 35% nunca ouviram falar dela.

  • Visão Política: O apoio é maior entre eleitores do presidente Lula (71%), mas também é majoritário entre eleitores de Jair Bolsonaro (53%).

  • Expectativa: 52% dos brasileiros acreditam que o Congresso irá aprovar a medida.

Como funciona a proposta (PEC 148/2015)

Se aprovada, a transição para o fim da escala 6x1 será gradual para não desestabilizar a economia de imediato:

  1. 2026: Mantêm-se as regras atuais.

  2. 2027: O descanso semanal obrigatório sobe de um para dois dias (jornada de 40h).

  3. 2031 em diante: A jornada máxima chega ao teto final de 36 horas semanais.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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