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Imagem da notícia Foto/Agência Brasil

Cordão do Bola Preta: 107 anos de tradição e "DNA do Carnaval" nas ruas do Rio

Bloco mais antigo do Brasil reúne multidão com o hino "Quem não chora, não mama" e corte de estrelas

Atualizado há 40 dias

O centro do Rio de Janeiro amanheceu, neste sábado (14), sob o domínio das tradicionais bolinhas pretas. O Cordão do Bola Preta, fundado em 1918, realizou seu 107º desfile oficial, reafirmando seu título de bloco mais antigo em atividade no país. Com o tema "Bola Preta, DNA do Carnaval", o cortejo percorreu a Rua Primeiro de Março e a Avenida Presidente Antônio Carlos, unindo gerações de foliões.

A Realeza no Asfalto

O desfile deste ano foi marcado por uma constelação de personalidades que compõem a Corte Real do bloco:

  • Rainha: Paolla Oliveira, que chegou ao cortejo direto de Salvador para abrir o Carnaval de rua do Rio.

  • Porta-Estandarte: Leandra Leal, liderando o pavilhão à frente da banda.

  • Padrinho e Madrinha: Neguinho da Beija-Flor e Maria Rita.

  • Estreias: O bloco apresentou suas novas musas de 2026: Lú Bandeira, Flavia Jooris e Andrea Martins.

Sustentabilidade e Futuro

Pelo terceiro ano consecutivo, o Bola Preta deu um exemplo de modernidade ao manter a parceria com o ICMBio e o Parque Nacional da Tijuca para a medição e compensação de carbono das emissões de gases dos trios elétricos, provando que tradição e consciência ambiental podem desfilar juntas.

Além disso, a sede do bloco, na Lapa, passará por uma grande reforma ainda neste primeiro semestre para a criação de um centro cultural, preservando os 1,2 mil metros quadrados que contam a história de resistência e alegria da agremiação.

Curiosidade Histórica: Por que Bola Preta?

O presidente do bloco, Pedro Ernesto, relembrou que a inspiração para o nome veio de um encontro casual no Bar Nacional (antiga Galeria Cruzeiro) em 1918, quando os fundadores avistaram uma mulher com um vestido branco de bolas pretas. O grupo, que originalmente era uma dissidência do Clube dos Democráticos, desafiou até decretos policiais da época para fundar o cordão que hoje é Patrimônio Histórico e Cultural do Estado.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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