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Imagem da notícia Foto: Domingos Peixoto

Acusada no caso Henry Borel volta à prisão no Rio de Janeiro

Ministro Gilmar Mendes rejeitou recursos da defesa e determinou prisão imediata; julgamento foi remarcado para maio após adiamento.

Atualizado há 28 dias

Monique Medeiros, acusada de participação na morte do filho Henry Borel, em 2021, se entregou à polícia na manhã desta segunda-feira (20/04), após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve a ordem de prisão.

A decisão foi tomada no último sábado (18/04), ao analisar recurso apresentado pela defesa da professora. Mendes rejeitou pedidos como a concessão de prazo para apresentação voluntária e a definição prévia de unidade prisional. O ministro determinou ainda que a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informe, em até 24 horas, o local de custódia, com o objetivo de garantir a integridade física e moral da acusada.

Ao acolher parcialmente os embargos, o magistrado apenas complementou a fundamentação da decisão anterior, sem alterar o resultado, mantendo a determinação de prisão imediata. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, também réu no caso, permanece preso.

Monique estava em liberdade desde 23 de março, quando o júri foi adiado após os advogados de Jairinho deixarem o plenário. A juíza Elizabeth Louro classificou a atitude como “abandono ilegítimo” e marcou a retomada do julgamento para o dia 25 de maio. Na ocasião, ela determinou a soltura de Monique, ao entender que mantê-la presa configuraria constrangimento ilegal, já que a ré não teve responsabilidade pelo adiamento.

Henry Borel tinha 4 anos/Foto: Reprodução
Henry Borel tinha 4 anos/Foto: Reprodução

O caso Henry Borel teve início em 7 de março de 2021. Naquela noite, o menino foi levado ao Hospital Barra D’Or após ser encontrado desacordado no apartamento onde morava, na Barra da Tijuca. A morte foi constatada na unidade de saúde.

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou hemorragia interna e lesão hepática causada por ação contundente, além de diversas marcas de agressão pelo corpo. As investigações indicaram que a criança sofreu múltiplas lesões, e que o óbito ocorreu poucas horas após os ferimentos.

Monique e Jairinho foram presos em abril de 2021, acusados de envolvimento na morte do menino. A Polícia Civil concluiu que o ex-vereador agredia Henry e que a mãe tinha conhecimento das agressões. O caso foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca).

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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