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Imagem da notícia Foto/Agência Brasil

Petrobras projeta estabilidade nas exportações apesar de guerra no Irã

Cúpula da estatal vê lucro recorde de R$ 110 bilhões e defende resiliência diante da volatilidade do petróleo

Atualizado há 20 dias

Nesta sexta-feira (6 de março), a diretoria da Petrobras realizou uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro para analisar os impactos do conflito iniciado pelos EUA e Israel contra o Irã. O tom foi de cautela técnica, mas otimismo operacional: a empresa não prevê interrupções nas suas principais rotas de exportação e celebrou um resultado financeiro "espetacular" no último ano.

 

    Rotas de Exportação e Importação

O diretor de Logística, Claudio Schlosser, garantiu que os fluxos comerciais da companhia estão blindados geograficamente:

  • Mercado Asiático: As exportações para China, Índia e Coreia não dependem das rotas atualmente ameaçadas pelo conflito.

  • Refinaria Duque de Caxias (Reduc): A importação de óleo específico para a Reduc (cerca de 100 mil barris/dia) possui rotas alternativas pelo Mediterrâneo, caso o Estreito de Ormuz ou o Mar Vermelho sejam bloqueados.

  • Veredito: "Não vejo risco à exportação de petróleo", afirmou Schlosser.

 

    Resultados de 2025: O "Escudo" de R$ 110 Bilhões

A Petrobras encerrou o ano passado com um lucro líquido de R$ 110,1 bilhões, um salto de quase 200% em relação a 2024.

  • Resiliência: Mesmo com o barril Brent caindo de US$ 80 para US$ 59 em 2025, a empresa bateu metas de eficiência.

  • Produção: O aumento de 11% na produção foi impulsionado pela FPSO Almirante Tamandaré, que teve sua capacidade ampliada para 270 mil barris/dia.

  • Futuro: Três novas plataformas estão em construção em Singapura. A primeira chega ao Brasil em agosto deste ano.

 

    Volatilidade e Gás de Cozinha

Magda Chambriard alertou para o perigo da especulação. Segundo ela, o preço do barril pode oscilar entre US$ 53 e US$ 180, dependendo do desenrolar da guerra.

  • Sem correria: A presidente comparou o medo atual com a corrida por papel higiênico na pandemia. Ela afirmou que não há lógica econômica para aumentos extraordinários no gás de cozinha (GLP).

  • Conselho: "Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço. Vamos viver um dia depois do outro".

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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