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Moradores relatam falta d’água e cobram solução urgente em Maricá
Queixas envolvem interrupções prolongadas, risco na infraestrutura e fornecimento insuficiente em áreas como Jardim Atlântico Leste e Inoã.
Atualizado ontem
Relatos de falhas no fornecimento de água têm se multiplicado em diferentes bairros de Maricá, levando moradores a cobrar providências da concessionária responsável e do poder público. As reclamações abrangem desde longos períodos sem abastecimento até irregularidades na distribuição e problemas estruturais que oferecem risco.
No Jardim Atlântico Leste, moradores da Rua Abrão Tavares de Moraes, entre a Avenida 2 e a Rua 33, dizem conviver com a interrupção no serviço há cerca de um mês. De acordo com eles, pedidos de reparo foram encaminhados à Águas do Rio, que costuma indicar prazos curtos para solução, mas sem que o fornecimento seja de fato normalizado.
“Falam que vão resolver no dia seguinte, mas a água não volta. A gente fica sem resposta e sem solução”, disse um morador.
Na Rua 79, também na região, moradores apontam a existência de um tubo cortado e exposto há aproximadamente 10 dias. A situação é considerada perigosa e, até o momento, não teria recebido intervenção.
Em nota, a Águas do Rio informou que a distribuição na área foi impactada por obras realizadas por terceiros, que danificaram a rede de abastecimento. Segundo a concessionária, equipes atuam no reparo da tubulação e o fornecimento será normalizado após a conclusão do serviço.
Já em Inoã, moradores relatam que o sistema de abastecimento, implantado em setembro de 2025 com promessa de regularidade, funciona de forma limitada, com distribuição ocorrendo apenas duas vezes por semana. Mesmo nesses dias, o volume seria insuficiente para atender às necessidades básicas.
“Estamos sendo cobrados normalmente, mas não temos água suficiente nem para o básico”, afirmou um residente.
A situação se agravou a partir de março, principalmente nas ruas R, S e M, localizadas em áreas mais altas do Condomínio Santa Paula, onde o abastecimento praticamente deixou de ocorrer. Um dos moradores relata que, entre março e abril, recebeu cerca de mil litros de água, apesar da cobrança integral referente ao consumo mínimo.
Além da escassez, moradores criticam a falta de informações detalhadas por parte da concessionária, que, segundo eles, não apresenta previsão para a normalização do serviço.
Em outra nota, a Águas do Rio informou que enviará equipe para verificar a ocorrência em Inoã e reiterou que permanece disponível para atendimento pelo telefone 0800 195 0 195 e por WhatsApp.
Diante dos relatos, cresce a insatisfação entre os moradores, que enfrentam dificuldades para atividades básicas e cobram medidas efetivas para regularizar o abastecimento.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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