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Governo anuncia nova fase do Desenrola com descontos de até 90%
Programa será lançado em 4 de maio, com foco em famílias de baixa renda e dívidas bancárias de alto custo.
Atualizado há 2 horas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou as linhas gerais do Desenrola 2.0, nova etapa do programa federal de renegociação de dívidas, na noite de quinta-feira (30/04). O lançamento oficial está previsto para segunda-feira (04/05) e integra a estratégia do governo para conter o avanço da inadimplência no país.
A proposta amplia o alcance da iniciativa anterior e permitirá a renegociação de débitos como cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo Lula, os novos contratos terão juros limitados a até 1,99% ao mês e descontos que podem variar entre 30% e 90% sobre o valor consolidado.
O programa também prevê a possibilidade de utilização de até 20% do saldo do FGTS para abatimento das dívidas. Outra medida anunciada é o bloqueio, por um ano, do CPF dos participantes em plataformas de apostas on-line, como forma de evitar novos prejuízos financeiros durante a renegociação.
De acordo com o Ministério da Fazenda, o Desenrola 2.0 contará com garantias públicas por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO), reduzindo o risco para instituições financeiras e permitindo condições mais favoráveis aos devedores. A primeira fase deve priorizar pessoas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas em atraso há mais de três meses, especialmente em linhas com juros mais elevados.
Empréstimos imobiliários e consignados tendem a ficar fora desta etapa inicial. Ainda há pontos pendentes de regulamentação, como prazos de carência, regras para trabalhadores informais e critérios definitivos de adesão.
O governo pretende iniciar rapidamente a operação após o lançamento, com prazo de adesão limitado a alguns meses. A iniciativa ocorre em um cenário de alto endividamento: o Brasil tem cerca de 82,8 milhões de inadimplentes, com famílias pressionadas por juros elevados e uso intensivo de crédito rotativo.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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