Foto/Agência Brasil
Câmara aprova criação da Universidade Federal do Esporte (UFEsporte)
Instituição terá sede em Brasília e foco em ciência, gestão e políticas públicas esportivas
Atualizado há 44 dias
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o Projeto de Lei 6133/25, que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte). A proposta, de iniciativa do governo federal, segue agora para análise do Senado. Com sede inicial em Brasília, a instituição nasce com a missão de suprir a carência histórica de profissionais qualificados em ciência do esporte e gestão de alto rendimento no país.
Estrutura e Funcionamento
A UFEsporte será uma autarquia vinculada ao Ministério da Educação e seguirá o tripé fundamental das universidades federais: ensino, pesquisa e extensão.
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Abrangência: Embora sediada na capital federal, o texto permite a abertura de novos campi em outros estados no futuro.
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Cursos: Serão ofertadas graduações, cursos de tecnólogos e pós-graduações voltados para a formação de profissionais do setor.
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Financiamento: Além de recursos do orçamento da União, a universidade poderá receber verbas de convênios internacionais e uma fatia da arrecadação das apostas esportivas (bets), direcionada pelo Ministério do Esporte.
O Debate no Plenário
O texto aprovado foi um substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). O parlamentar destacou que, embora o Brasil seja um "celeiro de talentos", o país ainda falha na formação acadêmica de gestores e cientistas que possam elevar o nível das políticas públicas esportivas.
No entanto, a aprovação não foi unânime:
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Alterações no Texto: O relator removeu termos específicos como "misoginia", "racismo" e "gênero" do trecho que tratava das finalidades de enfrentamento a preconceitos no esporte.
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Críticas da Oposição: Parlamentares alegaram que a medida é "eleitoreira", argumentando que o governo cria novas estruturas sem garantir a manutenção financeira das universidades federais que já estão em funcionamento.
Próximos Passos
Após a sanção (caso passe pelo Senado), o governo nomeará um reitor e vice-reitor temporários. Eles terão 180 dias para apresentar o estatuto e o regimento geral da instituição. Só então, com autorização orçamentária, poderão ser abertos os concursos públicos para professores e técnicos administrativos.

Marcus Pires
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