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Imagem da notícia Omar Artan (à esquerda) e Slavki Vincic (à direita)/Fotos: Divulgação

Diferença de tratamento dado a árbitros levanta debate sobre racismo na Copa

Enquanto Slavko Vincic, detido em uma operação policial em 2020, comandará Brasil x Marrocos, o somali Omar Artan ficou fora da Copa do Mundo após ser barrado na entrada dos EUA.

Atualizado há 1 horas

O árbitro esloveno Slavko Vincic, escalado pela Fifa para comandar Brasil x Marrocos neste sábado (13/06), às 19h (de Brasília), na estreia das seleções pela Copa do Mundo de 2026, carrega um histórico de episódios polêmicos dentro e fora dos gramados.

Em maio de 2020, o juiz foi conduzido para uma delegacia na Bósnia e Herzegovina durante uma operação contra tráfico de drogas, armas e prostituição. Na ação, que resultou na prisão de 15 pessoas, ele estava em uma propriedade rural acompanhado de outras 35 pessoas. Após prestar depoimento, foi liberado por ter sido ouvido apenas como testemunha.

Na época, Vincic afirmou ao jornal esloveno Vecer que estava no país para uma reunião de negócios e aceitou um convite para um almoço. Segundo ele, nem ele nem seus parceiros tinham ligação com os investigados. Durante a operação, a polícia apreendeu cocaína, dez pistolas, medicamentos e cerca de 10 mil euros.

No futebol, o árbitro apitou a final da Liga dos Campeões de 2024, vencida pelo Real Madrid sobre o Borussia Dortmund, e recentemente esteve no confronto entre Bayern de Munique e Real Madrid, pela última edição da competição europeia. Na partida, a expulsão de Eduardo Camavinga gerou reclamações de jogadores do clube espanhol, como Vini Jr., Jude Bellingham, Dani Carvajal e Fede Valverde.

Esta será apenas a segunda vez que Vincic arbitra um jogo da Seleção Brasileira. A primeira ocorreu na Copa do Mundo Sub-17 de 2017, quando o Brasil derrotou a Coreia do Norte por 2 a 0.

Somali barrado nos EUA é recebido como herói

Enquanto isso, o árbitro somali Omar Artan, de 34 anos, retornou a Mogadíscio nesta quarta-feira (10/06) após ter a entrada nos Estados Unidos negada. Ele seria o primeiro somali a apitar uma partida de Copa do Mundo, mas acabou excluído do torneio após ser impedido de desembarcar em Miami, apesar de possuir passaporte diplomático e visto americano.

Artan ficou detido por 11 horas e, segundo a emissora americana Fox News, estaria sendo investigado pelas autoridades dos EUA. A Fifa confirmou que ele não participará do Mundial.

Recebido por autoridades, dirigentes da Federação Somali de Futebol e moradores locais no Aeroporto Internacional Aden Adde, o árbitro, eleito melhor juiz africano em 2025, afirmou que pretende alcançar o objetivo de atuar em uma Copa do Mundo na edição de 2030.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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