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Juros sob Fogo Cruzado: Setor produtivo e sindicatos criticam ritmo "tímido" de queda da Selic

Corte de 0,25 p.p. leva taxa para 14,75%, mas entidades alertam que cautela excessiva do Banco Central trava investimentos e consumo

Atualizado há 8 dias

A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de reduzir a taxa Selic para 14,75% ao ano nesta quarta-feira (18 de março) abriu uma nova frente de debate econômico no Brasil. Embora marque o início de um ciclo de queda, o movimento foi classificado como "insuficiente" por lideranças da indústria, do comércio e dos trabalhadores, que veem a política monetária ainda como um freio de mão puxado para o crescimento.

 

    A Visão da Indústria e do Comércio

Para quem produz e quem vende, o juro real continua proibitivo para novos projetos:

  • CNI: O presidente Ricardo Alban criticou a "cautela excessiva", afirmando que o corte não alivia o endividamento das famílias nem destrava grandes investimentos industriais.

  • Fecomércio-SP: Destacou que a incerteza global (especialmente o petróleo) limitou o Banco Central, mas alertou que a duração desse ciclo de quedas agora é uma incógnita.

  • ACSP: Reconheceu a postura prudente do BC diante do conflito no Oriente Médio, mas reforçou que a atividade econômica está pesando negativamente.

 

    O Grito dos Sindicatos

Para o lado dos trabalhadores, a Selic alta é um veneno para o emprego e para o poder de compra:

  • Força Sindical: Miguel Torres afirmou que juros nesse patamar prejudicam as negociações salariais do primeiro semestre e não geram ânimo para o consumo.

  • Contraf-CUT/Dieese: Ressaltaram que a medida é incapaz de reverter o quadro de superendividamento que asfixia a classe trabalhadora.

 

    O Fator Petróleo: O Inimigo Externo

O grande "vilão" que impediu um corte mais agressivo (de 0,50 p.p., como muitos esperavam) atravessa o oceano:

  1. Guerra no Oriente Médio: O conflito envolvendo Irã, Israel e EUA mantém o preço do barril nas alturas.

  2. Inflação de Serviços: Internamente, os preços de serviços ainda mostram resistência, o que deixa o BC em alerta máximo.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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