Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Paulo Gonet acabaram não sendo indiciados/Foto: Divulgação
CPI do Crime Organizado encerra trabalhos sem aprovar relatório final
Documento citava supostos conflitos de interesse e omissões; comissão encerrou atividades após quatro meses sem prorrogação.
Atualizado há 2 horas
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitou, nesta terça-feira (14/04), o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O placar foi de 6 votos contrários e 4 favoráveis.
Com a decisão, a comissão encerrou os trabalhos após quatro meses de funcionamento, sem conseguir a prorrogação junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O documento, com 221 páginas, apontava supostos crimes de responsabilidade e condutas incompatíveis com o exercício das funções por parte dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além de Gonet. Segundo o relator, as autoridades teriam dificultado o avanço das investigações relacionadas ao caso do Banco Master, incluído no escopo da CPI.
Entre os pontos citados, o relatório mencionava decisões em possível situação de suspeição, conflitos de interesse e interferências em apurações. Também foram apontadas supostas omissões do procurador-geral diante de indícios considerados relevantes pela comissão.
A rejeição ocorreu após mudanças na composição do colegiado. Antes da votação, os senadores Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA) assumiram vagas no lugar de Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES). Soraya Thronicke (PSB-MS) também passou a titular, substituindo Jorge Kajuru (PSB-GO).
Votaram contra o relatório Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE). Já Alessandro Vieira (MDB-SE), Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Esperidião Amin (PP-SC) votaram a favor.
A articulação para as substituições foi conduzida por integrantes do governo federal, com participação de ministros do STF e apoio de Alcolumbre. O pedido formal foi feito pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), vice-líder de bloco partidário no Senado.
Durante os trabalhos, a CPI investigou a atuação do crime organizado em diferentes setores da economia, como combustíveis, ouro, mercado imobiliário e sistema financeiro, apontando possíveis conexões com crimes financeiros no caso do Banco Master.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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