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Operação apreende dragas e escavadeiras em terras indígenas do Mato Grosso

Funai, Ibama e forças de segurança retiram maquinário e 51 mil litros de combustível das Terras Indígenas Aripuanã, Kayabi e Sararé.

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Foto: Divulgação Funai

Atualizado há 249 dias

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) participou de uma ação integrada de combate ao garimpo ilegal nas Terras Indígenas Aripuanã, Kayabi e Sararé, em Mato Grosso. A operação foi realizada entre os dias 04/02 e 12/02, sob coordenação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Também atuaram na ofensiva a Polícia Federal, a Polícia Militar Ambiental, o Batalhão de Operações Policiais Especiais de Mato Grosso (Bope/MT) e a Polícia Civil do estado.

Foto: Divulgação Funai
Foto: Divulgação Funai

Ao longo da operação, foram apreendidas e inutilizadas 23 dragas, 12 balsas de mergulho e cinco escavadeiras hidráulicas. As equipes também recolheram 51 mil litros de combustível, além de motores, embarcações, acampamentos, dispositivos de conectividade, ouro e mercúrio.

Segundo os órgãos envolvidos, o volume de equipamentos evidencia a estrutura organizada da atividade ilegal e seus impactos ambientais. A retirada do maquinário compromete a logística do garimpo e reduz a possibilidade de retomada imediata das atividades nas áreas fiscalizadas.

O garimpo em terras indígenas é proibido por lei e provoca degradação ambiental, contaminação por mercúrio e pressão sobre as comunidades locais. Nas áreas atingidas vivem povos Cinta-Larga, Kayabi e Nambiquara, que sofrem impactos diretos no território e no modo de vida.

Foto: Divulgação Funai
Foto: Divulgação Funai

De acordo com a coordenadora-geral de fiscalização da Diretoria de Proteção Territorial (DPT) da Funai, Juliana de Almeida, a atuação integrada entre diferentes órgãos potencializa os resultados no enfrentamento aos ilícitos em terras indígenas.

A operação faz parte da estratégia permanente de fiscalização da Funai em parceria com forças de segurança, com o objetivo de garantir a posse e o usufruto exclusivo das terras tradicionalmente ocupadas, conforme prevê a Constituição Federal. Novas ações conjuntas estão previstas.

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Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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