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Lutador de jiu-jítsu é preso após invadir apartamentos e agredir mulheres no Rio

Uma das vítimas, de 65 anos, segue internada; outra foi espancada e estrangulada por cerca de três minutos no elevador do edifício

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Fotos: Reprodução Polícia Civil

Atualizado ontem

Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (06/11), suspeito de tentar matar uma mulher e agredir outras duas durante uma sequência de ataques a moradores de um prédio na Avenida Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro. As agressões ocorreram na madrugada de quinta-feira (05/11), quando o homem teria invadido apartamentos vizinhos e ameaçado matar os moradores.

O caso é investigado pela 18ª Delegacia de Polícia (Praça da Bandeira). O suspeito foi preso por tentativa de feminicídio, ameaça, violação de domicílio, lesão corporal e resistência. Ele foi encaminhado para uma unidade prisional em Benfica, onde permanece à disposição da Justiça.

A ocorrência mobilizou policiais militares e agentes da Guarda Municipal, acionados por moradores por volta de 1h10, após uma confusão no edifício. Segundo as informações reunidas pela Polícia Civil, Lucas teria iniciado uma discussão dentro do próprio apartamento, com gritos e agressões. Não há informações sobre quem participava da briga.
Em seguida, o homem teria deixado a residência e passado a invadir outros imóveis, ameaçando matar os moradores do prédio.

Vítimas foram atacadas em sequência

Uma das primeiras moradoras abordadas pelo suspeito conseguiu escapar com a família pelas escadas do edifício, mesmo durante as agressões. Na sequência, Lucas teria invadido outro apartamento e atacado uma mulher de 65 anos.

A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, onde permanece internada. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre seu estado de saúde nem sobre a gravidade dos ferimentos.

O terceiro ataque ocorreu quando outra vizinha ouviu os gritos e decidiu sair para verificar o que estava acontecendo e tentar ajudar a mulher de 65 anos. Ao abrir a porta do elevador, ela encontrou o suspeito.

Imagens das câmeras de segurança do edifício registraram a agressão. No vídeo, a mulher é derrubada e atingida por socos e chutes. Segundo as informações da investigação, Lucas também a teria estrangulado durante vários minutos.

A violência durou cerca de três minutos, conforme os registros do circuito de segurança. Após o ataque, a vítima aparece ferida e ensanguentada. Ela também foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal Souza Aguiar.

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Todo o ataque à vizinha, dentro do elevador, foi flagrado por câmeras/Foto: Reprodução

Investigação levou à prisão do suspeito

Após a ocorrência, policiais da 18ª DP ouviram as vítimas e testemunhas e analisaram as imagens das câmeras de segurança do condomínio. Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária de Lucas Portela Fontana Gomes.

A ordem judicial foi autorizada e cumprida na manhã desta sexta-feira (06/11), no próprio condomínio onde ocorreram os ataques.

Durante a intervenção policial na madrugada das agressões, o suspeito teria entrado em luta corporal com um dos agentes. Ele foi baleado na perna e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar para atendimento médico.

Após a prisão, Lucas foi transferido para uma unidade prisional em Benfica. A investigação continua para a conclusão do inquérito e o indiciamento formal do suspeito pelos crimes apurados.

A defesa de Lucas Portela Fontana Gomes não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

Como denunciar casos de violência contra a mulher

Mulheres em situação de violência ou pessoas que tenham conhecimento de agressões podem procurar os canais de denúncia e atendimento disponíveis no país.
O Ligue 180, da Central de Atendimento à Mulher, funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para a rede de proteção e atendimento psicológico.

Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Outros canais disponíveis são:

  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos;
  • Aplicativo Direitos Humanos Brasil: permite registrar denúncias;
  • Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH): recebe manifestações e denúncias relacionadas a violações de direitos.

Em situações de violência doméstica, a vítima também pode solicitar medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha. Em caso de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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