O Equilíbrio Real que o Mercado Esqueceu de te Ensinar
O mercado quer produtividade a todo custo mas a vida exige equilíbrio: Reflexões para líderes e empreendedores que querem resultados verdadeiramente humanos
Atualizado há 2 horas
Puxe uma cadeira e esqueça os hacks: vamos construir negócios mais leves e seres humanos mais inteiros
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Olá. Que bom que você encontrou este espaço.
Essa é apresentação da proposta da Coluna Resultados Humanos!
Se você veio até aqui esperando fórmulas mágicas de enriquecimento rápido, hacks de produtividade que sacrificam o seu sono ou aquele jargão corporativo frio que afasta as pessoas, preciso te acolher com uma verdade: este espaço foi feito para respirar diferente.
O nome desta coluna é Resultados Humanos. Escolhi esse nome porque passei as últimas três décadas observando o mercado corporativo cometer o mesmo erro. Qual? Focar tanto nos números que acaba esquecendo das pessoas. E, muitas vezes, quando, de alguma forma o mercado parece se preocupar com as pessoas, ele faz isso por força de Lei ou por interesses financeiros. E eu acredito que ainda é possível fazer vários negócios, desenvolver carreiras corporativas interessantes, empreender solidamente e liderar projetos de um jeito mais humano, leve e, acima de tudo, verdadeiro.
Deixe-me me apresentar, sem a distância que os títulos acadêmicos às vezes criam — apesar de eu estudar desde quando eu me entendo por gente até hoje e não pretendo parar. Sou alguém que transita entre a sala de reuniões, o palco da palestra, atendimento no espaço terapêutico e a oficina prática, o canteiro de obras e o chão de loja. Sou pedagogo, terapeuta integrativo, gestor de negócios, Mentor e especialista em RH. Mas sou, acima de tudo, um eterno aprendiz da prática. Na minha vida laboral, sou um homem que sabe levantar uma parede de alvenaria, lidar facilmente com pequenos consertos no motor de um carro, de uma moto ou de uma bicicleta, de vários tipos de máquinas e gosto muito disso. Lido com a fiação elétrica e o sistema hidráulico de uma casa, sei manipular e cortar um vidro predial, e mais uma dezena de coisas que a vida me impôs aprender. Mas em cada uma dessas atividades práticas reflito e me empenho tanto quanto o momento em que estou escrevendo uma reflexão, uma crônica e uma poesia ou criando um desenho num quadro ou numa folha de papel canson. Na juventude, gastei os dedos no teclado rígido da datilografia, fui vendedor ativo batendo de porta em porta para vender desde condimentos até contratos de planos de saúde. Já soltei a voz fazendo locução para mercados e comércios. Aprender a atuar em atividades tão práticas e ao mesmo tempo artisticamente sutis me ajudou a valorizar todos os profissionais – desde os que estão na liderança das equipes àqueles que fazem o seu ofício acontecer na prática, operacionalmente, em todas as camadas profissionais.
Nas artes plásticas, encontrei prazer como desenhista, instrutor de desenho, letrista e nos traços do lettering. No teatro, aprendi a erguer paredes montando cenários, mas também representando personas. Na escrita literária, desde os festivais escolares até ter a honra de escrever para um dos mais importantes portais culturais da minha cidade, permaneço passeando nas letras e trazendo reflexões sobre a vida e suas peculiaridades. Aprendi muito do que sei estudando, mas aprendi o dobro usando as mãos em todas essas atividades e absorvendo as experiências das pessoas incríveis com as quais lidei no dia-a-dia. E posso te dizer: Ainda tenho muito, muito a aprender.
Como professor, já tive o privilégio de ensinar pessoas dos 5 aos 80 anos. Mas tudo começou quando tive grande o privilégio de ser alfabetizado aos 5 anos de idade pela minha própria mãe em nosso humilde lar, usando folhas de papel de pão, uma cartilha de papel jornal e um lápis. Nem sempre tinha borracha. E esse privilégio se reverberou quando – ainda criança - eu pude ajudar minha irmã a ser alfabetizada, e, anos depois a minha própria filha a conhecer os caminhos das letras. Já palestrei com multidões de duas mil pessoas empolgadas em grandes palcos e já sentei em mesas pequenas para ouvir empresários exaustos. Ao longo dessa estrada, vi estagiários que ajudei a formar se tornarem grandes líderes de mercado. Mas também vi empresários de sucesso, com contas bancárias invejáveis, me procurando porque estavam completamente partidos e perdidos por dentro, sem saúde e sem conexão com quem amam.
Enquanto o mundo tenta te transformar em uma máquina hiperprodutiva, eu proponho que você lembre que a vida não aceita ser dividida, de certa forma, em gavetas. Não adianta ter um CNPJ milionário e um CPF doente. Não adianta ser o mestre da estratégia se você não sabe gerenciar o afeto em casa ou cuidar do seu próprio corpo, ou até mesmo do seu próprio negócio. Não sabe pausar, avançar, acelerar ou até parar, quando preciso. Não adianta a vitrine das redes sociais apresentarem uma empresa ou uma pessoa cheia de predicados se cada relacionamento e cada parte do cérebro e do corpo estão prejudicados. Mesmo com o privilégio de ter mais de 30 anos de carreira, o que mais me dá orgulho, são os mais de 30 anos de um casamento feliz com uma eternamente bela esposa e uma incrível filha que caminham lado a lado comigo. Eu sei, por experiência própria, que o equilíbrio é possível. Mas para isso, se exige cuidado, pois é o único resultado humano que realmente importa no final do dia. E o mais importante de tudo: A Deus que devemos todas as coisas, e a Ele devemos agradecer por todo o conhecimento e força.
Neste espaço, vamos misturar tudo isso. Vamos falar de negócios e empreendedorismo, mas também de arte. Vamos falar de gestão de pessoas e liderança de equipes, mas também de educação continuada e de saúde integrativa. Tudo junto, porque você é um ser inteiro.
Se você é um jovem empreendedor tentando encontrar o seu rumo, ou alguém que já caminha há tempo e precisa recalibrar a rota, sinta-se em casa. Vamos desenhar novos caminhos, questionar os excessos do mercado e resgatar o que realmente importa.
Eu sou o Professor Altamir Lopes e essa é a Coluna Resultados Humanos: Por que O mercado quer máquinas, mas a vida exige equilíbrio para líderes e empreendedores que querem resultados verdadeiramente HUMANOS.
Puxe uma cadeira, tome um café. A nossa jornada começa agora. Até o próximo encontro!

Profº Altamir Lopes
Profissional graduado em Gestão de Negócios, MBA em Gestão de Recursos Humanos, Orientador Educacional e de Carreira, Professor Licenciado em Pedagogia e Pós-graduando em Neuropsicopedagogia. Terapeuta Integrativo, Palestrante, Desenhista Publicitário e Poeta.
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