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Imagem da notícia Operação NXIVM em 28/10/26 /Foto: Divulgação

Operação investiga rede de exploração sexual de adolescentes em Maricá e outras cidades

Ação da Polícia Civil cumpre mandados em Niterói, São Gonçalo e Maricá; entre os presos estão dois assessores parlamentares e um policial militar.

Atualizado há 1 horas

A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (28/10), a Operação NXIVM para desarticular uma rede investigada por exploração sexual de adolescentes na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ao todo, oito pessoas foram presas, sete delas durante a ação desta quarta-feira. Entre os detidos estão dois assessores parlamentares e um terceiro-sargento da Polícia Militar lotado no 1º BPM, em São Gonçalo.

Os agentes cumprem mandados de prisão e 18 medidas de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e Maricá. A operação é conduzida por policiais da Delegacia de Alcântara (74ª DP), com apoio de unidades do 4º Departamento de Polícia de Área (DPA) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Segundo a investigação, o grupo produzia registros audiovisuais de abusos sexuais e outras violências contra adolescentes. As imagens eram utilizadas para ameaçar e chantagear as vítimas, mantendo-as sob controle e submetendo-as a novos abusos. A polícia também apura relatos de agressões físicas e psicológicas, tortura e estupros coletivos.

Investigação começou após denúncia de estupro em Niterói

As apurações tiveram início em julho, quando o assessor parlamentar Matheus Rodrigues Gonçalves foi preso sob suspeita de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 16 anos, no bairro de Icaraí, em Niterói.

Na ocasião, policiais apreenderam equipamentos eletrônicos na residência do investigado, incluindo dois notebooks e um celular. A análise do material, somada à verificação de imagens de câmeras de segurança, permitiu avançar nas diligências e identificar outros possíveis envolvidos.

O caso chegou à 74ª DP depois que a adolescente procurou a delegacia acompanhada dos pais para denunciar as violências sofridas. De acordo com a Polícia Civil, o relato da vítima revelou um cenário de humilhações e sofrimento, com consequências para sua integridade física e emocional.

Imagens eram usadas para ameaçar as vítimas

A Polícia Civil descreve o esquema como uma forma de “escravidão sexual”. Conforme as apurações, os suspeitos se autodenominavam “senhores” e tratavam as adolescentes como “escravas”, em uma dinâmica marcada por abusos, intimidação e controle.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Os registros das violências eram utilizados como instrumento de chantagem. Sob a ameaça de divulgação das imagens, as vítimas eram pressionadas a permanecer sob o domínio dos investigados e a se submeter a novos episódios de violência.

A corporação investiga se outras adolescentes foram submetidas ao mesmo esquema e busca identificar a participação individual dos suspeitos nos crimes apurados.

Operação busca novas provas

A Operação NXIVM tem como objetivo reunir novos elementos para a investigação, esclarecer a atuação de cada envolvido e localizar possíveis vítimas ainda não identificadas. As buscas também podem contribuir para ampliar o conjunto de provas sobre a produção e a utilização dos registros audiovisuais.

A Polícia Civil não descarta a existência de outras pessoas envolvidas na rede. As investigações continuam.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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