Em caminhada pela orla de Copacabana neste sábado (24), Lula defendeu a democracia e fez um apelo ao eleitorado feminino na reta final da campanha
Lula reúne multidão no Rio na véspera do 2º turno; Brasil vota domingo
Segundo turno presidencial acontece neste domingo (25), após debate entre Lula e Flávio Bolsonaro; Justiça Eleitoral orienta eleitores
Atualizado há 2 horas
BRASIL — O país chega à reta final de uma das mais importantes etapas do processo eleitoral brasileiro. Neste domingo, 25 de outubro, mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a comparecer às urnas para decidir quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos. A disputa reúne o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que busca assumir o comando do Palácio do Planalto.
De acordo com os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Brasil possui 158.745.463 eleitores aptos a votar. O segundo turno será realizado em todo o território nacional e nas seções eleitorais brasileiras no exterior, com a escolha do presidente e, em determinadas unidades da Federação, também dos governadores.
A votação encerra uma campanha marcada por debates sobre economia, segurança pública, políticas sociais, infraestrutura, desenvolvimento regional e os rumos da administração federal. Os dois candidatos apresentam propostas distintas para enfrentar os desafios econômicos e sociais, enquanto o eleitorado tem a responsabilidade de definir, pelo voto, a orientação política do próximo governo.
Debate na TV Globo marca encerramento dos confrontos entre candidatos
Na noite desta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram do último debate presidencial antes do segundo turno, promovido pela TV Globo, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. Mediado pelo jornalista César Tralli, o encontro proporcionou aos candidatos mais uma oportunidade de apresentar propostas, confrontar argumentos e responder a questionamentos sobre temas de interesse da população brasileira.
O debate foi dividido em três blocos com temas definidos e um último de tema livre. Entre os principais assuntos discutidos estiveram o custo de vida, a valorização do salário mínimo, a segurança pública, os programas de transferência de renda, os investimentos em infraestrutura e a qualidade dos serviços públicos.
A discussão também envolveu o Sistema Único de Saúde (SUS), as apostas eletrônicas, o transporte público e as estratégias de enfrentamento da criminalidade. Apesar dos momentos dedicados às propostas, o encontro foi marcado por acusações e confrontos diretos entre os presidenciáveis.
Caso Ana Clara provoca um dos momentos de maior tensão do debate
Um dos episódios mais delicados da noite ocorreu durante a discussão sobre segurança pública, quando Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre sua atuação como advogado de um policial militar acusado de envolvimento na morte de Ana Clara Gomes Machado, de apenas 5 anos, atingida por um disparo de fuzil em fevereiro de 2021, enquanto brincava em frente à sua residência, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A mãe da criança, Cristiane Gomes da Silva, acompanhava o debate na plateia, entre os convidados do presidente Lula. Sua presença deu maior repercussão ao confronto, que envolveu questionamentos sobre a atuação das forças de segurança, a responsabilidade pela morte da menina e o andamento do processo judicial.
Lula cobrou explicações do adversário sobre sua participação na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de efetuar o disparo que matou Ana Clara.
“O que leva um senador a defender um policial que deu um tiro de fuzil numa menina de 5 anos?”, questionou o presidente, ao confrontar o discurso de segurança pública apresentado pelo candidato do PL.
Flávio Bolsonaro integrou a defesa jurídica do policial e, em 2024, assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que buscava reverter a decisão de submetê-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri. O recurso foi rejeitado. O julgamento, inicialmente previsto para 21 de outubro de 2026, foi adiado para 5 de maio de 2027.
Na resposta, Flávio chamou equivocadamente Cristiane pelo nome da filha morta: “Ana Clara, eu quero falar pra senhora, prestar de verdade a minha solidariedade”, declarou, antes de abordar as circunstâncias do episódio.
O senador sustentou a versão de que a morte ocorreu durante uma troca de tiros em uma comunidade marcada pela presença do tráfico de drogas. A versão é contestada pela mãe da criança, que afirmou ter presenciado o ocorrido e negou a existência de confronto armado naquele momento.
Flávio também reiterou sua confiança na inocência do policial, afirmando acreditar que o disparo não tenha partido do militar acusado. O agente ainda não foi julgado, e a responsabilidade criminal permanece sob apreciação da Justiça.
A explicação do candidato não respondeu diretamente à cobrança de Lula sobre os motivos de sua atuação jurídica no caso, concentrando-se na defesa da versão apresentada pelo policial e nas circunstâncias da morte da criança.
O episódio provocou um dos momentos de maior repercussão do debate, evidenciando as divergências entre os presidenciáveis sobre segurança pública, violência policial e responsabilização dos agentes envolvidos em ocorrências com vítimas civis.
O debate concluiu a programação de confrontos televisivos antes da votação de domingo (25), deixando aos eleitores a avaliação das propostas, das trajetórias políticas e dos argumentos apresentados ao longo da campanha.
Primeiro turno definiu disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro
A eleição presidencial foi encaminhada ao segundo turno após nenhum dos candidatos alcançar a maioria absoluta dos votos válidos na votação de 4 de outubro.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 56.104.503 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.879.538 votos, correspondentes a 45,16%. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.
O resultado demonstrou a proximidade das duas candidaturas e colocou no centro da etapa final da campanha a disputa pelos votos dos eleitores que haviam escolhido outros candidatos, além da mobilização daqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno.
Segundo a Justiça Eleitoral, a ausência na primeira votação não impede a participação no segundo turno, desde que a inscrição eleitoral esteja regular.
Seis unidades da Federação também escolherão governadores
Além da Presidência da República, os eleitores de cinco estados e do Distrito Federal terão uma segunda escolha nas urnas.
Haverá segundo turno para governador no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins, além do Distrito Federal.
Nessas localidades, o eleitor deverá registrar primeiro o voto para governador e, em seguida, para presidente da República. Nas demais unidades da Federação, a votação será exclusivamente presidencial, ressalvadas as localidades com eleições suplementares ou consultas populares previstas pela Justiça Eleitoral.
Justiça Eleitoral orienta população sobre horários e documentos
As seções eleitorais estarão abertas das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Em localidades com fusos horários diferentes, a abertura e o encerramento ocorrerão em horários locais ajustados para que a votação seja simultânea em todo o país.
Para votar, o cidadão deverá apresentar documento oficial com fotografia. O título eleitoral em papel não é obrigatório, e o e-Título poderá ser utilizado como identificação quando apresentar a fotografia do eleitor.
O Tribunal Superior Eleitoral recomenda que os brasileiros consultem antecipadamente seus locais de votação, já que alguns endereços podem ter sido alterados em relação ao primeiro turno.
O uso de aparelhos celulares, câmeras e equipamentos capazes de registrar imagens dentro da cabine é proibido, como forma de garantir o sigilo do voto.
Participação popular e o futuro da democracia brasileira
A eleição presidencial de 2026 representa mais uma oportunidade de participação direta dos brasileiros nas decisões políticas nacionais. O resultado definirá a condução do Poder Executivo federal de 2027 a 2030, período em que estarão em debate questões fundamentais para o desenvolvimento econômico, a política social, a segurança pública, a educação, a saúde e as relações internacionais.
O voto também representa a expressão da diversidade de opiniões e expectativas existentes na sociedade brasileira. Em um país de dimensões continentais, com diferentes realidades econômicas, sociais e regionais, a escolha presidencial tem repercussões sobre a vida de milhões de cidadãos.
Encerrada a votação às 17h, pelo horário de Brasília, a Justiça Eleitoral iniciará a divulgação dos resultados da totalização dos votos, que poderão ser acompanhados pelos canais oficiais do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais.
Com o segundo turno, os brasileiros concluirão mais uma etapa do processo democrático, definindo nas urnas o presidente da República para os próximos quatro anos.
Quase 13 milhões de eleitores do Rio voltam às urnas neste domingo
TRE-RJ orienta população sobre documentos, locais de votação, transporte gratuito e regras para o segundo turno; em Itaguaí também haverá eleição para prefeito.
RIO DE JANEIRO — O Estado do Rio de Janeiro se prepara para receber 12.857.000 eleitores aptos a votar no segundo turno das Eleições 2026, neste domingo, 25 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h e definirá quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), os eleitores fluminenses votarão exclusivamente para presidente da República, com exceção do município de Itaguaí, na Região Metropolitana, onde também será realizada uma eleição suplementar para prefeito e vice-prefeito.
A Justiça Eleitoral reforça a importância de consultar antecipadamente o local de votação e verificar a documentação necessária, especialmente porque algumas seções eleitorais tiveram seus endereços alterados.
Mais de 2,9 milhões de eleitores faltaram ao primeiro turno
Um dos principais pontos de atenção da Justiça Eleitoral é o comparecimento dos eleitores que deixaram de votar em 4 de outubro.
Segundo o TRE-RJ, aproximadamente 2,9 milhões de fluminenses não participaram do primeiro turno. Entretanto, a ausência não impede a votação neste domingo, desde que o eleitor esteja com sua inscrição eleitoral regular.
Como os turnos são considerados eleições independentes, o eleitor que não compareceu à primeira etapa poderá exercer normalmente seu direito de voto na segunda.
Transporte público será gratuito em todo o estado
Para facilitar o deslocamento dos eleitores, o transporte coletivo municipal e intermunicipal urbano será gratuito durante o segundo turno.
A medida inclui ônibus, trens, metrô, barcas, BRT e VLT, conforme os sistemas disponíveis nas diferentes localidades.
Em Maricá, os eleitores também contam com o sistema municipal de ônibus gratuitos, conhecido como Vermelhinhos, que integra a rede de transporte público da cidade.
A gratuidade tem como objetivo reduzir obstáculos ao comparecimento às urnas, especialmente para os cidadãos que dependem diariamente do transporte coletivo.
Documentos, celulares e manifestação política
O eleitor deverá apresentar documento oficial com foto, como carteira de identidade, CNH, passaporte ou e-Título com fotografia.
Não será permitido entrar na cabine de votação portando aparelhos celulares, câmeras ou outros dispositivos capazes de registrar imagens, mesmo desligados.
A manifestação individual e silenciosa da preferência política será permitida, inclusive por meio de camisetas, adesivos e bandeiras. Entretanto, estão proibidas a boca de urna, a distribuição de material de propaganda eleitoral, os comícios, as carreatas e as manifestações coletivas destinadas a influenciar o voto.
TRE-RJ disponibiliza atendimento especial
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro manterá canais de atendimento para orientar os eleitores durante o fim de semana.
Pelo telefone e WhatsApp (21) 3436-9000, será possível obter informações sobre os serviços da Justiça Eleitoral.
Neste sábado (24), o atendimento telefônico funcionará das 9h às 19h. No domingo (25), o serviço estará disponível das 6h às 18h. O autoatendimento pelo WhatsApp funciona 24 horas.
O eleitor também poderá consultar sua situação eleitoral e o endereço de votação pelo aplicativo e-Título ou pelo portal oficial do TRE-RJ.
Apuração poderá ser acompanhada pela internet
Após o encerramento da votação, os resultados serão disponibilizados nos canais oficiais da Justiça Eleitoral.
O TRE-RJ orienta os cidadãos a utilizarem o portal institucional e o aplicativo Resultados, desenvolvido pela Justiça Eleitoral, para acompanhar a totalização dos votos.
As informações oficiais também poderão ser consultadas no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Serviço ao eleitor
- Data: domingo, 25 de outubro de 2026.
- Horário: das 8h às 17h.
- Eleitorado fluminense: 12.857.000 pessoas aptas a votar.
- Documento: identificação oficial com fotografia.
- Transporte: coletivo municipal e intermunicipal urbano gratuito.
- Consulta eleitoral: www.tre-rj.jus.br.
- Telefone e WhatsApp do TRE-RJ: (21) 3436-9000.
Fonte: Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

Paulo Celestino
Paulo Celestino, jornalista e produtor audiovisual com um longo histórico de contribuições para a mídia e cultura. Jornal Gazeta do Leste Fluminense, fundador de rádios locais. Idealizador dos sites gazeta24horasrio.com.br e sicomfilmes.com.br
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