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Imagem da notícia Foto: Reprodução redes sociais

Jovem de 19 anos é vítima de feminicídio após discussão com namorado em SC

Joviana Evelyn Iankovski desapareceu em 6 de agosto e foi localizada quatro dias depois; namorado confessou o crime e está preso.

Atualizado há 1 horas

A estudante de Ciências Biológicas Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, foi vítima de feminicídio na cidade de Sangão, no Sul de Santa Catarina. O corpo da jovem foi encontrado na segunda-feira (10/08), dentro do quarto do namorado, José Gustavo Rabelo de Souza, de 21 anos, após quatro dias de desaparecimento. O investigado confessou o crime à Polícia Civil e está preso preventivamente.

Segundo a investigação, o assassinato ocorreu entre a noite de quinta-feira (06/08) e a madrugada de sexta-feira (07/08), durante uma discussão entre o casal. Conforme o delegado Murilo Silveiro da Cunha, o desentendimento teria começado depois que Joviana encontrou mensagens trocadas pelo namorado com outras mulheres.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a estudante decidiu deixar a residência após a discussão. José Gustavo a teria seguido e aplicado um golpe conhecido como mata-leão, provocando sua morte. Em seguida, o corpo foi colocado sobre a cama e permaneceu trancado no quarto durante o fim de semana.

Mãe desconfiou das mensagens

A família de Joviana começou a estranhar o desaparecimento e a forma como as mensagens enviadas pelo celular da jovem eram respondidas. Um dos primeiros contatos ocorreu em 07/08, quando ela informou que não voltaria para casa e passaria a noite na residência do namorado.

Com o passar dos dias, a mãe percebeu que a maneira de escrever nas mensagens havia mudado e acionou a Polícia Civil. Na manhã de segunda-feira (10/08), os investigadores receberam a informação de que Joviana poderia estar morta dentro da residência.

Policiais militares foram ao imóvel e encontraram a jovem em um quarto trancado. O namorado se apresentou voluntariamente à delegacia e admitiu ter cometido o assassinato.

A Polícia Civil informou que José Gustavo não tinha antecedentes criminais. Familiares de Joviana, porém, relataram que o investigado já teria apresentado comportamento violento.

Investigado diz não se lembrar do crime

Em depoimento, José Gustavo afirmou que havia ingerido bebida alcoólica e tomado medicamento controlado na sexta-feira e no sábado (08/08). Segundo ele, a combinação teria feito com que não se lembrasse de parte dos acontecimentos.

A investigação aponta que o jovem permaneceu na residência durante o fim de semana com o corpo de Joviana no quarto. O delegado afirmou que o cômodo era mantido isolado dos demais ambientes da casa e que o investigado costumava permanecer com a porta fechada, circunstância que, segundo a apuração, fez com que os familiares não percebessem o que havia ocorrido.

A defesa de José Gustavo afirma que a família dele não sabia da morte e não participou de qualquer tentativa de ocultação. Em nota, o advogado declarou que os familiares só tomaram conhecimento do caso na manhã de segunda-feira, após o próprio investigado relatar o ocorrido, e que o conduziram à delegacia.

A defesa também manifestou pesar pela morte de Joviana e afirmou que a família não compactua com qualquer forma de violência contra mulheres. O advogado destacou ainda que o processo tramita sob segredo de Justiça e que a dinâmica do crime deve ser analisada a partir das provas produzidas na investigação.

Laudo aponta causa da morte

A causa da morte foi divulgada posteriormente pela Polícia Científica. Segundo o laudo, Joviana morreu por asfixia provocada por constrição cervical, informação divulgada pela Polícia Civil de Santa Catarina nesta segunda-feira (17/08).

A expressão "constrição cervical" é utilizada para descrever a compressão do pescoço e pode estar associada, conforme o mecanismo empregado, a situações como estrangulamento, esganadura ou enforcamento. No caso investigado, a Polícia Civil relaciona a morte ao golpe de mata-leão confessado pelo namorado.

O caso foi registrado como feminicídio, modalidade de homicídio relacionada à violência doméstica e familiar ou ao menosprezo ou discriminação à condição de mulher. José Gustavo permanece preso preventivamente e à disposição da Justiça.

Joviana havia iniciado a graduação

A jovem havia ingressado no curso de Ciências Biológicas ainda neste semestre. Após a confirmação da morte, a universidade publicou uma nota de pesar nas redes sociais e lamentou a morte da estudante.

Onde buscar ajuda em Maricá

Mulheres em situação de violência podem procurar atendimento em Maricá pelos seguintes canais:

Grupamento Maria da Penha (GMAP): 153
Polícia Militar: 190
CIOSP, pelo WhatsApp: (21) 96809-1516
Central Nacional de Atendimento à Mulher: 180
Plantão da Casa da Mulher: WhatsApp (21) 99107-9691

A Casa da Mulher Heloneida Studart, na Rua Vereador Luiz Antônio da Cunha, nº 50, no Centro, oferece atendimento jurídico, social e psicológico. A Sala Lilás de Inoã, na USF Inoã 2, presta atendimento humanizado e suporte relacionado a perícias. Há ainda a plataforma digital ElaProtegida, destinada ao registro de denúncias.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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