Foto/Ana Paula Amorim/Divulgação
CCBB Rio abre exposição "Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará"
Mostra reúne 170 obras de 11 artistas paraenses e utiliza realidade aumentada para imersão na Amazônia
Atualizado há 43 dias
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro inaugurou, nesta quarta-feira (11), a exposição "Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará". Idealizada pelo Museu das Mulheres, a mostra é um mergulho profundo na identidade amazônica através do olhar de 11 fotógrafas de três gerações distintas, unindo o pioneirismo histórico à experimentação contemporânea.
A exposição vai além do visual, oferecendo uma experiência multissensorial com o uso de realidade aumentada, aromas inspirados em guerreiras indígenas e um filme em realidade virtual que transporta o público para uma aldeia tupi.
Três Gerações de Olhar Amazônico
A curadoria de Sissa Aneleh organizou as obras para refletir a "visualidade amazônica", conceito que explora a relação com o território, a água e a ancestralidade.
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Pioneiras: Nomes como Leila Jinkings trazem registros históricos potentes, desde o cotidiano do povo Kayapó até a resistência política durante a ditadura militar.
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Consolidadas: Artistas como Evna Moura apresentam a "fotografia expandida", utilizando técnicas experimentais como a fototipia com pigmentos naturais em folhas secas, retratando comunidades do Combu e Marajó.
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Novos Talentos: A mostra abre espaço para jovens como Deia Lima e Jacy Santos, garantindo a continuidade da narrativa estética paraense.
Tecnologia e Sensorialidade
O público não é apenas um observador passivo. A mostra utiliza ferramentas modernas para romper a barreira entre a galeria e a floresta:
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Instalação Icamiabas: Composições aromáticas inspiradas em lendas amazônicas.
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Realidade Virtual: O filme Mukathu-hary ("Curandeira") coloca o espectador dentro de uma paisagem milenar.
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Realidade Aumentada: Parte do acervo de 170 fotografias ganha camadas digitais através de dispositivos móveis.
O Significado Político
Para as artistas envolvidas, levar essa produção ao Sudeste é uma forma de combater estereótipos. Evna Moura ressalta que a exposição mostra uma Amazônia de riqueza estética e humana, e não apenas de miséria. É uma afirmação de território e memória visual feita por mulheres que vivem e registram essa realidade.
🏛️ Serviço
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Local: CCBB Rio de Janeiro (Rua Primeiro de Março, 66 - Centro)
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Período: 11 de fevereiro a 30 de março
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Horário: Quarta a segunda, das 9h às 20h
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Entrada: Gratuita (ingressos no site do CCBB)

Marcus Pires
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