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Imagem da notícia Foto/Agência Brasil

MP de Minas alerta para riscos da exposição de crianças nas redes sociais

Uso de uniformes escolares e detalhes da rotina em fotos podem facilitar golpes e sequestros

Atualizado há 45 dias

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio de seu grupo especializado em crimes cibernéticos (Gaeciber), emitiu um alerta nesta segunda-feira (9) sobre os perigos da superexposição de menores na internet. A prática, comum no início do ano letivo, de postar fotos de crianças com uniformes escolares, é apontada como uma fonte valiosa de dados para criminosos.

Segundo o órgão, detalhes que parecem inofensivos ajudam na chamada "engenharia social", onde bandidos utilizam informações reais para dar credibilidade a golpes e extorsões.

Os perigos da "Engenharia Social"

O promotor André Salles explica que a maioria dos crimes não exige alta tecnologia, mas sim a manipulação de informações fornecidas pelas próprias vítimas. Ao postar a rotina dos filhos, os pais entregam:

  • Localização: O nome da escola e cursos extras frequentados;

  • Rotina: Horários de entrada, saída e locais onde os pais estarão;

  • Identidade: Detalhes que permitem ao criminoso se passar por diretores de escola ou gerentes de banco em ligações de falso sequestro.

Orientações de Segurança

Para reduzir os riscos, o Gaeciber recomenda medidas imediatas de controle:

  1. Evite uniformes: Não publique imagens que identifiquem a instituição de ensino;

  2. Limite o alcance: Configure as redes sociais para que apenas amigos próximos e familiares vejam as postagens;

  3. Filtre o conteúdo: Informações sobre endereços, placas de carro ou locais frequentados rotineiramente devem ser mantidas em sigilo;

  4. Conscientização: Instrua crianças e adolescentes sobre os limites de compartilhar dados pessoais com desconhecidos.

Gravidade das Condenações

O alerta ganha peso com os dados de produtividade da força-tarefa do Gaeciber. Somente no último ano, as investigações de crimes iniciados no ambiente digital resultaram em condenações severas, superando 14 anos de prisão para crimes sexuais e 12 anos para casos de extorsão. O MP ressalta que "qualquer informação serve como identidade" e o controle deve ser reforçado diariamente.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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