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Imagem da notícia Foto/Agência Brasil

FGC aprova plano bilionário para recompor caixa após queda do Banco Master

Bancos vão antecipar 7 anos de contribuições e elevar taxas mensais para garantir liquidez do fundo

Atualizado há 44 dias

O Conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou nesta terça-feira (10) um pacote de medidas drásticas para restaurar sua saúde financeira. A decisão ocorre após o fundo desembolsar cerca de R$ 36 bilhões para ressarcir credores do Banco Master, valor que deve ultrapassar os R$ 40 bilhões, sem contar os R$ 6,3 bilhões previstos para o Will Bank, que também pertencia ao grupo.

O objetivo é garantir que o FGC tenha liquidez imediata para proteger o sistema financeiro contra novas instabilidades.

As Medidas de Socorro

Para tapar o buraco bilionário, os bancos associados concordaram com um esforço de capitalização sem precedentes:

  • Antecipação de Aportes: Os bancos vão adiantar o equivalente a 5 anos de contribuições futuras imediatamente. Em 2027 e 2028, serão antecipados mais 12 meses em cada ano, totalizando 7 anos de adiantamento.

  • Aumento de Alíquotas: A contribuição mensal extraordinária terá um aumento entre 30% e 60% pelos próximos cinco anos. Atualmente, a taxa padrão é de 0,01% sobre os instrumentos cobertos.

  • Uso de Compulsórios: Está em discussão com o Banco Central a liberação de parte das reservas compulsórias dos bancos para reforçar o caixa do FGC, medida que ainda aguarda aval do BC.

Conflito e Governança

A crise do Banco Master reacendeu um debate antigo no setor bancário. Os grandes bancos tradicionais criticam o que chamam de "risco moral":

  1. Alavancagem: Instituições menores teriam usado a garantia do FGC para captar recursos de forma agressiva e insustentável.

  2. Plataformas Digitais: A concentração de produtos de risco em poucas plataformas facilitou o crescimento desordenado de bancos com balanços frágeis.

Como contrapartida ao socorro, o setor discute uma reforma na governança do fundo, com fiscalização mais rigorosa dos balanços e restrições à alavancagem excessiva das instituições associadas.

O que o FGC garante?

Para o investidor pessoa física, a regra segue inalterada: o fundo garante depósitos (como conta corrente, poupança, CDB, LCI e LCA) em até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, com um teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

Foto do Jornalista

Marcus Pires

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