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Imagem da notícia O presidente americano, Donald Trump (Reuters) (Crédito: AFP)

Tarifaço de Trump: veja quais produtos brasileiros escapam da nova taxa

Suprema Corte derruba parte das tarifas anteriores e EUA impõem adicional temporário de 10%

Atualizado há 30 dias

A nova tarifa global de 10% sobre produtos importados pelos Estados Unidos entrou em vigor nesta terça-feira (24), por determinação do presidente Donald Trump. A medida foi anunciada após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que invalidou parte do chamado “tarifaço” aplicado em abril a mais de 180 países.

A decisão judicial anulou tarifas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Horas depois, Trump publicou nova ordem executiva, desta vez fundamentada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a criação de tarifa temporária de até 15% por 150 dias sem aprovação prévia do Congresso.

Embora o presidente tenha sinalizado possível elevação para 15%, até o momento permanece em vigor a alíquota adicional de 10%.

O que muda para o Brasil

O Brasil estava entre os países mais afetados pelas tarifas anteriores. Com a decisão da Suprema Corte, duas sobretaxas deixaram de valer. No entanto, a nova tarifa global passa a incidir como adicional temporário sobre a maioria dos produtos exportados aos EUA.

Segundo o especialista em comércio exterior Jackson Campos, a regra geral é:

“Permanece a tarifa normal do item, em vigor antes das medidas de 2025, acrescida do novo adicional temporário global.”

Ele ressalta que aço e alumínio brasileiros continuam sujeitos a tarifas elevadas, que podem chegar a 50%, além do novo adicional de 10%, mantendo o custo desses insumos em patamar elevado.

Produtos brasileiros isentos da nova tarifa

Apesar da abrangência da medida, há uma lista significativa de exceções. Diversos produtos estratégicos da pauta exportadora brasileira ficaram de fora da sobretaxa.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que ficaram isentos itens como combustíveis, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves.

🛢 Energia e combustíveis

  • Petróleo bruto (diferentes classificações)

  • Óleo combustível e derivados

  • Querosene de aviação

🥩 Agroindústria

  • Carne bovina (cortes frescos, refrigerados e congelados)

  • Café em grão (torrado ou não, inclusive descafeinado)

  • Suco de laranja (concentrado ou não)

  • Fertilizantes (nitrogenados, fosfatados, potássicos)

  • Cacau e derivados

✈ Aeronaves e peças

  • Aviões civis

  • Motores aeronáuticos (turbojatos e turbopropulsores)

  • Peças e componentes de aviação

  • Simuladores de voo

🪨 Mineração e siderurgia

  • Alumina calcinada

  • Ferro-ligas (como ferromanganês, ferrossilício e ferronióbio)

  • Minérios de cobre, níquel, cobalto, zinco, estanho e titânio

💻 Tecnologia e indústria

  • Semicondutores

  • Processadores e memórias

  • Equipamentos para fabricação de semicondutores

Além disso, produtos do Canadá e do México que estejam dentro das regras do acordo comercial da América do Norte permanecem isentos.

Por que esses itens ficaram de fora?

De acordo com especialistas, a decisão segue lógica estratégica. A Casa Branca buscou manter a tarifa como instrumento de pressão comercial, mas sem provocar impactos imediatos na inflação e nas cadeias produtivas internas.

A justificativa econômica envolve cinco fatores principais:

  • Energia influencia custos logísticos e inflação

  • Fertilizantes afetam a produção de alimentos

  • Aeronaves têm alta integração industrial

  • Minerais são insumos críticos da indústria

  • Semicondutores são estratégicos para segurança econômica

A estratégia busca equilibrar poder de negociação internacional com proteção a setores considerados sensíveis para a economia americana.

Próximos passos

A tarifa tem caráter temporário e poderá ser revista após o prazo de 150 dias, dependendo de negociações comerciais e eventual aprovação pelo Congresso dos Estados Unidos.

Para o Brasil, o impacto imediato tende a ser limitado em setores estratégicos isentos, mas exportadores de produtos industriais não contemplados na lista devem enfrentar aumento de custo no acesso ao mercado americano.

Foto do Jornalista

Sara Celestino

Repórter-fotográfica, atuando na produção de conteúdo com objetivo de compartilhar a melhor informação para manter você bem-informado! E-mail. gazetarj@gmail.com

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