A aldeia Ka'Aguy Hovy Porã, que significa “Aldeia Mata Verde Bonita”, fica em uma área de proteção ambiental no bairro de em São José de Imbassaí/Foto: Divulgação
MARÉ reúne festivais e ações para movimentar cultura em Maricá
Programação inclui festival indígena, Festa da Padroeira e ações para o audiovisual e a economia criativa.
Atualizado há 2 horas
Maricá entra no segundo semestre de 2026 com uma agenda voltada à cultura, ao turismo e à economia criativa. Em agosto, a Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ) promove eventos, mantém equipamentos culturais em funcionamento e dá sequência a projetos destinados à produção audiovisual e à valorização da cultura local.
Nos dias 08/08 e 09/08, a Aldeia Mata Verde Bonita recebe o II Festival dos Povos Indígenas de Maricá, com apresentações culturais, feira de artesanato, literatura, gastronomia e atividades em celebração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas.
Entre 13/08 e 16/08 será realizada a Festa da Padroeira de Maricá, com programação religiosa, manifestações culturais e shows gratuitos no Centro e na Barra de Maricá.
Também seguem abertas à visitação a Casa de Cultura e Museu Histórico de Maricá e o Museu Casa Darcy Ribeiro, em Cordeirinho. Reaberto em julho após revitalização, o espaço dedicado ao escritor e antropólogo voltou a integrar o circuito cultural do município.
O audiovisual está entre as principais frentes da MARÉ. Com investimento de R$ 20 milhões, o programa Filmar Maricá abriu editais para projetos e produções independentes de empresas sediadas no estado do Rio de Janeiro. A companhia também realizou uma oficina gratuita de elaboração de projetos para produtoras locais e criou um cadastro de profissionais da Maricá Film Commission.
Na economia criativa, o Maré dos Sabores foi lançado em parceria com a Secretaria de Turismo para qualificar restaurantes participantes do Festival de Inverno e ampliar a presença da gastronomia no roteiro turístico da cidade.
A preservação da cultura popular também integra as ações. O Boizinho Condé, criado entre as décadas de 1930 e 1940 no Hospital Municipal Conde Modesto Leal, foi restaurado e voltou ao acervo da Casa de Cultura, onde permanece em exposição. O equipamento, que completa 20 anos em 2026, também recebeu oficinas de saberes tradicionais, atividades para crianças e ações voltadas à diversidade.
No cenário internacional, a MARÉ coordenou a candidatura do programa Cultura de Direitos, da Secretaria de Direitos Humanos, ao 7º Prêmio Internacional CGLU – Cidade do México – Cultura 21. Selecionada como exemplo de boas práticas, a iniciativa colocou Maricá entre as cidades reconhecidas pelo uso da cultura na promoção dos direitos humanos, da cidadania e do desenvolvimento sustentável.
O reconhecimento ocorreu poucos meses após a entrada oficial de Maricá na Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU), organização que reúne governos locais de diferentes países e amplia a participação do município em iniciativas internacionais de cultura e turismo.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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