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Brasil confirma 90 casos de Mpox em 2026
São Paulo lidera registros no país; nova variante identificada pela OMS ainda não foi detectada no Brasil
Atualizado há 24 dias
O Brasil registrou 90 casos confirmados de Mpox em 2026, segundo dados do painel do Ministério da Saúde atualizados nesta terça-feira (02/03). Não há registros de casos graves ou mortes neste ano.
A distribuição geográfica indica maior concentração em São Paulo, com 63 confirmações. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 15 casos. Rondônia contabiliza 4, Minas Gerais 3 Rio Grande do Sul 2, e Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina registram 1 caso cada.
De acordo com a pasta, a maioria dos pacientes apresentou sintomas de grau leve a moderado. A circulação do vírus não é considerada um fato novo: o país registra ocorrências esporádicas desde 2022. Em 2025, foram 1.045 casos confirmados e três mortes associadas à doença.
Na último mês a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a identificação de uma nova variante do vírus, com dois casos conhecidos, um no Reino Unido e outro na Índia. Até o momento, não há confirmação dessa cepa no Brasil. Especialistas indicam que a recombinação viral é um processo natural e, até agora, não há indícios de maior gravidade em comparação às variantes já conhecidas.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato físico com fluidos corporais de pessoas infectadas, inclusive durante relações sexuais. Também pode acontecer por meio de objetos contaminados e, em determinadas situações, por gotículas respiratórias. Casos de transmissão da mãe para o bebê durante a gestação são raros.
Nem todas as infecções apresentam sintomas. Quando surgem, costumam ser inespecíficos, como febre, mal-estar, dor de cabeça e dores no corpo. A lesão cutânea em formato de bolha é o sinal mais característico e, em mais da metade dos casos, aparece antes mesmo da febre. Embora imagens frequentemente mostrem múltiplas lesões, alguns pacientes podem apresentar apenas uma, o que pode gerar dúvidas e exige avaliação médica diante de alterações na pele.
A maior parte dos casos evolui de forma benigna. Entretanto, pessoas com imunidade comprometida (como pacientes com HIV não controlado ou em tratamento oncológico), além de gestantes e crianças, têm maior risco de agravamento. Sintomas persistentes ou severos podem exigir internação hospitalar.
Não há tratamento específico para Mpox. A orientação é permanecer em casa até a completa cicatrização das lesões, manter hidratação e alimentação adequadas e evitar coçar ou romper as bolhas, medida que reduz o risco de transmissão e de infecções bacterianas secundárias.
O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacina contra a doença, com critérios definidos pelo Ministério da Saúde. O imunizante é indicado para pessoas vivendo com HIV/aids (homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais e contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses), profissionais de laboratório que atuam diretamente com Orthopoxvírus em nível de biossegurança 2 (NB-2), entre 18 e 49 anos, além de pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos confirmados ou suspeitos, conforme recomendações da OMS.

Rayza Espírito Santo
Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.
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