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PF investiga esquema de policiais civis que cobravam propina de traficantes do Comando Vermelho no Rio

Operação Anomalia II cumpre mandados contra delegado, agentes e intermediários suspeitos de usar delegacia para cobrar propina de integrantes de facção criminosa.

Atualizado há 16 dias

A Polícia Federal deflagrou a Operação Anomalia II para desarticular um núcleo criminoso formado por policiais civis do Estado do Rio de Janeiro e operadores financeiros na manhã desta terça-feira (10/03). A ação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva (contra um delegado, três agentes e um traficante que já está preso) além de três mandados de busca e apreensão na capital, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a PF, o grupo utilizava uma delegacia da capital como base para extorquir dinheiro de integrantes do Comando Vermelho. As investigações apontam que policiais emitiam intimações com o objetivo de coagir chefes do tráfico e exigir pagamento de propinas para deixar de adotar medidas policiais.

As cobranças eram feitas com imposição de prazos e valores considerados “significativos”. Para receber o dinheiro e evitar contato direto com os traficantes, os investigados contavam com a atuação de dois intermediários responsáveis por operacionalizar os repasses.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Durante as buscas, agentes federais apreenderam dinheiro em espécie na residência de um dos policiais investigados, localizada na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

A inteligência financeira da PF identificou que os investigados apresentam movimentação patrimonial milionária considerada incompatível com os salários. Segundo a corporação, o grupo utilizava empresas de fachada registradas em nome de parentes para ocultar e dissimular recursos obtidos de forma ilícita.

Além das prisões e buscas, o STF determinou medidas cautelares voltadas à descapitalização da organização. Entre elas estão o afastamento imediato dos policiais das funções públicas, a suspensão das atividades empresariais das empresas ligadas ao esquema e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos associados aos investigados.

A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, criada a partir do acórdão da ADPF 635, que busca coordenar ações da Polícia Federal no combate a organizações criminosas violentas no estado do Rio, com foco na interrupção do fluxo financeiro dessas estruturas e de suas conexões com agentes públicos.

Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais.

Em nota, a Polícia Civil informou que não compactua com desvios de conduta ou atividades ilícitas e afirmou manter compromisso com o combate ao crime e a defesa da sociedade.

Foto do Jornalista

Rayza Espírito Santo

Redatora, repórter de editorias diversas, social media e fotojornalista.

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